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domingo, 12 de junho de 2011

POEMA SOLITÁRIO




Não sabe qual a razão deste destino
Não sabe o porquê de ter nascido?!
É assim tristonho desde pequenino
Será sempre pé desçalço, anda perdido.

Perde-se nos sonhos na poeira do caminho
Crivam-lhe o coração, com uma lança!
Nos seus passos, procura não estar sozinho
Segue na noite, mesmo morrendo, avança!
Já sem gota de sangue mas segue, segue..
Vai como pássaro, sem direcção
Perde-se nos dias, mesmo assim consegue
Viver, enquanto a vida não fôr transfiguração.

E cai na terra fria moribundo
Esquece a razão até do seu viver
Deixa a hipocrisia deste Mundo
Onde triste, perdido o vão esquecer.

natalia nuno
rosafogo

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