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sábado, 28 de maio de 2011

Agradecimento

Aos amigos que me costumam comentar
quero agradecer e dizer-vos que não sei o que aconteceu
mas o PC não me permite comentar, no lugar devido.De qualquer
forma aqui fica a minha gratidão.

Um beijo

A LÁGRIMA


Amarga a sinto ainda
Uma lágrima a cair
Desliza suavemente
E brota do meu sentir
Para uma lágrima cair
Não é preciso chorar
Basta haver sã alegria
Para no olhar da gente
Uma lágrima brotar

Se uma lágrima se ouvir
Pelas faces ela corre
É a lágrima da saudade
Que no coração não morre.
Aa sofridas são de amor
Saídas,
dum coração apaixonado
Têm o som da dor
E do ciúme misturado.

Mas as minhas são de cristal
E tão puras que ao cair
Trazem o dom natural
Do amargo do meu sentir.
Mas hoje tudo acabou
Cai a lágrima tristemente
A última que restou
Dum amor já ausente.

E nesta visão sombria
Onde o amor arrefece
Está a lágrima de vigia
Quando o coração padece.
São circunstâncias da Vida
Amor que se quer ou não quer
Há sempre uma lágrima caída
Ao desfolhar um malmequer.

rosafogo
natalia nuno
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SONHO PARADO



Recobrei a serenidade
No meu coração destroçado
Já não lembro o encanto
que nos prendeu
Mas resta dele a saudade.

Mudo às flores da jarra, a água
Bate-me o coração dentro do peito,
da mágoa,
que ele não esqueceu.
Esmagada pelas lembranças
Me deixo num rodopio
Minhas mãos ávidas experientes
Minha alma num vazio
Minha boca sem teus beijos ardentes.

Experimento um vago temor
Já não sei nada deste amor!

Para quê reacender cinzas mortas?
Estranha fascinação
Que espécie de amor é este?
Que me devotei de alma e coração.
Ameaçado, neste entardecer
Difícil encarar a verdade
De que importa o meu querer
Das flores? Restam pétalas
de saudade...
Neste sonho já parado,
Arrecado o passado.
Trago o olhar no poente
Sinto-me flor pisada
Já tudo me é indiferente
A vida é comédia representada


rosafogo
natalia nuno
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

ATÉ QUANDO?



O vento rodopia
Em torno do meu rosto
Será Setembro...será Agosto?
Já nem recordo o dia.
Voam as aves da lembrança
Meus olhos já não sabem chorar
Mataram  a minha esperança
Sigo caminho,
donde não posso voltar.

Até quando? Até quando?
Levo um lenço branco acenando.

Passa o vento com seus dedos
Zunindo aos meus ouvidos
Varre a morte e os medos
Liberta-me os sentidos.
Deixa um eco que perdura
E minha recordação se aviva
Lagos nos olhos, loucura
Nesta aventura à deriva.

Até quando? Até quando?
Levo um lenço branco acenando.

rosafogo
natalia nuno
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MEMÓRIAS



Há memórias que  provocam
na garganta um nó
São como páginas rasgasdas
voando ao vento
Futuro incerto onde me sinto
só!
Fria madrugada pintada de cinzento
Mas, ao mesmo tempo são loucura
Meu passado e meu presente
Falo delas com loucura
Assim...ansiadamente.

Memórias que povoam
minha almofada,
Fazem-me de novo criança
Em sonhos ficam gravadas
Acariciando-me a esperança.
Quando sonho acordada!

Agora que estou longe de tudo
Sinto-me um pássaro perdido
Nalgum ramo esquecido
Mudo!
Que não sente
Nem se interessa
Do que a vida tem pra lhe dar
Não mente!
Tem pressa
Assim, a morte o pode levar.

A solidão mora aqui
E sabe a força que tem,
A minha estrada esqueci
Já não lembro de ninguém.

rosafogo
natalia nuno
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quarta-feira, 25 de maio de 2011

MENINA DO POVO



O cheiro da relva humedecida
A fragância das rosas
O balouço nos ramos da velha arvore
centenária,
tanta e tanta vida!
Ao lado, margaridas mimosas
No balouço uma figura
imaginária.
Um rosto liso na juventude
Foi há tanto
que não
consigo lembrar-me,
como antes...  amiúde.
Mas a memória vai ajudar-me!

O tempo cada vez mais me distancia
Da menina descalça no carreiro
E do cantico das cigarras no salgueiro.
E da lua que na noite se perdia.

Ao fim da tarde
Um raio de sol atravessava
As frestas do telhado.

E agora a saudade
Da felicidade que enxergava?
É um rosário delicado.

Misturo-me com as sombras
do crepúsculo ao entardecer
Observo o cair da noite
Ouço o piar da coruja
Já me deixo esmorecer.
Lá em baixo o rio serpenteia
a aldeia
E a água me chega à cintura.

Com ternura,
Lembro, esta recordação vaga,
como quem se embriaga!
Mas este sonho é augúrio especial
Tudo passa aos meus olhos,
tão real.
Amanhã, volto a sonhar de novo
Sorrateira uma lágrima teimosa
A aldeia, o rio, o balouço
E a menina que inda ouço
Menina saudosa
Menina do povo.

rosafogo
natalia nuno
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terça-feira, 24 de maio de 2011

JOGO DA CABRA CEGA



A alegria é apenas ilusão
É por isso que estou triste
AVida tem momentos de magia
Períodos de acalmia,
Às vezes parece maldição.

Outras é jogo de cabra cega
Trazendo-nos os olhos vendados
É sempre um dilema que nos pega
Que nos leva a crer em maus olhados.
A perturbar há sempre um senão
Que tem o condão
De nos deixar num poço
Num abismo tremendo
E  grande é o esforço
Pra não deixar o sonho ir morrendo.

A alegria é um beijo prometido
É um afago, uma carícia
É tudo quanto faça sentido
Um desejo mútuo, uma delícia.
Mas a vida também é feita de saudade
E quem não conhece a tristeza?
O que agora é verdade
Amanhã é incerteza.
Porque não posso mais sonhar?
A alegria deixo no arquivo
Minha boca está sem paladar
Esqueço até porque vivo!

natalia nuno
rosafogo
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domingo, 22 de maio de 2011

RECUSO A LUTA



Ao ficar a sós,
com meu pensamento
A solidão é minha companhia
Este vaivém, como o vento
Esta aragem quente que asfixia
Esta ansiedade desmedida
O coração com força batendo
Deixando eco a cada batida
Chama por mim dizendo:

A vida com sua ruindade
Vai-te deixando na saudade.

Que jornada cansativa e vazia
Penso eu com nostalgia!
Ai este meu confronto com a vida
Este meu espírito em sofrimento
Esta poesia exígua, mal defenida
Este lamento atrás de lamento.

Este amor já tão cinzento
Este ciúme que me cega
A voz do coração é tormento
A que o pensamento não se nega.
Recuso a luta,
Que há em meu peito sedento
Esqueço a disputa
Na solidão me ausento.
Como é longa a travessia
Nesta agonia.

rosafogo
natalia nuno