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sábado, 29 de janeiro de 2011

RI SONHO!... RI!


Ri_Sonho Postado por Paulo César em 16 setembro 2010 às 12:00

Dedicado à Natália, Lapense, Amiga, Mulher!

Aí vou eu...
Nas asas abertas do condor
Que voa alto e se espraia mais além
Do que alcança o destemor,
Dobrando o cabo das tormentas!

Já ninguém me amarra,
Ainda que se julgue carrasco ou predador(a)!
Ninguém agarra
Esta força que me sacode sonhador(a)
A buscar os cativos
Das profundezas da alma,
Onde nascem os dias e as noites velam
Luares de insónia e sonho vivos!

Faço das estradas plataformas de encantamento
E nelas colho sururus e maldizer...
Passo adiante, que na intrepidez do vento
Expludo em desafios e aventuras
E quanto passa por mim não passa ignoto
Pois tudo me faz inteira e mais mulher
E eu sou na calma das tardes anoitecidas
Pedaços de memória e tantas vidas,
Coisas de saber e provar e sentir,
Coisas de viver, plenas e maduras,
Tremor que arrepia e faz ruir
Qual enxurrada ou maremoto!

Sou da terra, chão que é chão!
Comi pó e chuva e suor e até luar!
Tenho asas e voo e subo e em solidão
Caio a pique e sinto-me vacilar...

Rosas? As que nascem sem jardim!
Aromas? Os que crescem entre gorjeios!
Palavras? As que em silêncio grito em mim
E não sei dizer doutro modo, sem rodeios!

Tomo agora as asas...
Ainda há tanto mundo a descobrir!
Quero, suspensa, fotografar as casas
E, do cume de mim mesma, sorrir!

Ri, sonho! Ri...



Em 16.Set.2010, pelas 15h45

PC Tags: asas, homenagem, lapas, sonho



Hoje trago um poema que me foi carinhosamente dedicado pelo Poeta Paulo César, meu amigo e conterrâneo, surpresa que encontrei na sua página Poetas e Escritores do Amor e da Paz, há bem poucos minutos e que já fez do meu dia um dia especial, também é grande o meu carinho e o meu apreço por ele e pelo que tão bem escreve.

Sei que os meus amigos, vão gostar de ler.
imagem do blog imagens para decoupage

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DESTINO



Cada verso é um porto
Onde ancorei
Esquecida de mim e de ti
De tudo o que não encontrei
Num destino que cumpri.

É nos versos que falo comigo
Enquanto tiver palavras pra dizer
Laboriosa esperança e meu abrigo
Enquanto faço contas ao que me
resta viver.

Cada verso é uma lembrança rainha
E há tanto, que já esqueci,
E que nem o espelho devolve!
Esquecida de mim e de ti
É este o destino, sina tua e minha
Não há saída só o tempo resolve.

Sem vencedores nem vencidos
É uma guerra sem salvação
Acrescente Deus aos tempos vividos
Os anos que só ELE sabe quantos são.
É nos versos que eu sou mais eu
Nos versos escrevo para além da vida
É neles que me encontro no céu
São eles a minha morte fingida.

natalia nuno
rosafogo

ESPELHO MEU




Espelho meu que me deformas
Ou fazes de mim pura invenção
Te desprezo. Não me conformas!
Vou partir-te em mil, pela traição.

Já não me surpeende o que em ti vejo.
Tens qualquer coisa de tempo revolto
Passaram sóis e luas tempo malfazejo!?
Que me retém num laço,donde não solto.

Se vivo ou morro, ou caio por terra
Ou se imploro, pedindo socorro...
Nada fazes por mim, apenas guerra!

E nesta dor, nem sei se rir ou se chorar?!
Quem tanto teve, nada tem!? Apenas morro!
Não serei mendiga, nem queixa vou murmurar.



rosafogo
natalia nuno

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ILUSÃO




Um pouco de tudo
Um pouco de nada
Um viver de veludo
E a rosa murchava.
O Amor onde está?
Partiu para o exílio?
Já pouco lhe dá!
Nem vem em auxílio.

O tempo é agora
Tempo de saudade
Foi-se o tempo é  hora
Lembra a mocidade.

Entrega e paixão
Crença e descrença
Dita o coração
E a cabeça não pensa.
Só quem não implorou
Quem  nunca sofreu!
Ou quem não amou
Versos não escreveu.

É assim que escrevo
E sempre escrevi
Sou poeta e levo
Saudade de mim
E amor por ti.


natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PESA-ME A ALMA




Pesa-me o dia
Pesa-me a Vida
Que goteja fria
Na quietude das horas
Fico perdida
Se te demoras.

Pesa-me o silêncio
deste ermo quieto
Fica o meu coração
Num bater inquieto
O Mundo a girar
Conturbado
Rosto a definhar
Calado.

Já tudo se acaba
A alma me pesa,
Resignada
Sobre mim desaba
lágrima derramada.
Arde uma última chama
O céu é azul ainda
Já a Vida me trama
E a palavra finda.

Meu dia ruim
Tu demoras!
Quem me ama?
Solitária em mim
Arde a última chama
Pesam-me as horas.

rosafogo
natalia nuno

HORIZONTE



HORIZONTE

A Vida é uma viagem
Com príncipio meio e fim
Já sou nela uma miragem
Poucos se lembram de mim.

A Vida é feita de rupturas
De esperanças e fragilidades
Boas lembranças, outras bem duras
Também de confronto com realidades.

A Vida tráz-nos sabedoria
Cura velhas feridas, aponta alternativas
Acrescenta ao vivido sempre mais um dia
É bom nesta viagem  sentirmo-nos vivas.

natalia nuno
rosafogo

Imagem retirada do blog - imagens para decoupage.