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sábado, 24 de julho de 2010

DESALENTO POÉTICO



















DESALENTO POÉTICO

Se a multidão me bater à porta?!
Digam, digam que já estou morta

Que deixo minha poesia em pedestal
Para perdurar na memória de alguém
Perdi-me de cansaços nesta recta final
Morro a cada hora despida de memória
me sinto ninguém.

Como posso alguma coisa querer?
Trago minhas memórias em remoinho
Andou a vida a me entreter
Colocou a saudade no meu caminho.

Esta vida que me tolhe os passos
A minha liberdade é toda ilusão
Vale-me a força dos abraços
E o calor que ainda ateia meu coração.

Meus olhos perpasso pela extensão,
dum longo passado que amargo acaba
Pergunto com a mesma tristeza ao coração!?
P'ra quê a força com que a Vida amava?!

Pégadas deixarei por aí!
Amanhã, pode ser falso andar por aqui!
Se a multidão me bater à porta?!
Digam, digam que já estou morta.


natalia nuno
rosafogo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

POEMA DUM AMIGO










"Eu hoje sou nada!

E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo já à noite pertence."


Quadra final do poema "P'ra mim que me perdi", de Rosa Fogo, publicado no site "Luso Poemas"

Não quero morrer dum tiro certo,
nem dum ar mau que me leve ao desespero,
nem dum fogo que venha de rajada...
Eu quero apenas morrer no verso,
nas rimas que não rimam entre si...
Eu hoje sou nada!

Quero se querer ainda puder
sentar-me ante o medo de morrer
e dizer-lhe tudo quanto pense...
Quero fechar os olhos e sonhar
que tudo vale a pena quando intento...
E o nada não se vence!

Por dentro de mim há labaredas,
fogueiras nunca extintas que me queimam
como os raios do sol à alvorada!
Há sons e fábulas que me dominam,
hinos e palavras a quem me entrego...
Deixo esta queixa derramada!

Trilhos tantos a quem me dei total,
inteira como só assim soube estar,
mater que não deseja quem a incense...
Pedras que o são, águas que lambi,
odor a terra, chão, suor, dor e risos...
Meu crepúsculo já à noite pertence!
Com um beijo do amigo,

PC

Em 20.Jul.2010, pelas 23h30
 
Quero guardar aqui neste meu espaço, mais este mimo que nem sei como agradecer
este belíssimo poema de Paulo César, Poeta da minha terra, colocado na pág. Poetas e Escritores do Amor e da Paz.
Seu Blog  «No Chão d'Agua»é composto de bela poesia.

terça-feira, 20 de julho de 2010

P'RA MIM QUE ME PERDI















P'RA MIM QUE ME PERDI

Voam os anos, subtraem-me os dias
Meus sonhos são agora inutilidade
Palavras velhas são minhas companhias
Tão velhas impregnadas de saudade.
Sinto a vida que me foge, fico amarga
Sento-me no meu tempo inventado
P'ra ver se esta dor me larga
E me deixa o dia de ilusões dourado.

Sempre o tempo a espiar-me!
Porquê este tempo a ameaçar-me?!

Deixo os cotovelos pregados à mesa
Murcha meu rosto em ânsias que explicar não sei
Afogo as horas nesta tristeza
E corro atrás de sonhos que já sonhei.
Dobro o jornal ponho de lado
Nem ler, nem escrecer me apetece hoje
É como se me tivessem as mãos amputado
Pendida a reviver a vida me foge.

Eu hoje sou nada!
E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo jà à noite pertence.


natalia nuno
rosafogo

segunda-feira, 19 de julho de 2010

NOSTALGIA













NOSTALGIA

Hoje em mim a dor doerá
Sem descanso! No meu coração partido.
Como protesto, pela solidão,
do amor num canto adormecido.
Minha alma é terra húmida
Meu pensamento, escada ao vento,
Minha voz trago sumida
Da nostalgia ao relento.
Dento e fora de mim
Há desejo que não acaba nunca
A que a saudade se junta
E fica a dor doendo assim.

Frágil força, trémulas as mãos
Já se faz tarde, porém é cedo!?
Recordo a vida de sins e tantos nãos
Pressinto imtempéries e medo!
Minha boca já os beijos detém,
Pus cancelas nas ternuras
As lembranças deixei áquem
Em precipícios deixei loucuras.
E ri tanto, tanto, tanto!
Que a DOR, partiu entretanto.

natalia nuno
rosafogo