segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

faminta de vida...





as palavras mais puras
eram lírios, eram ternuras
latejava o coração de emoção
no pensamento madressilvas nasciam
ilusões cresciam
era tempo de juventude

com odor natural a relento
e a timidez de jovem
mitigando o desejo 
silvestre,
faminta de vida, 
pela doçura seduzida,
o tempo era seu mestre.

era preciso acreditar, crer,
fazer da vida primavera
entrançar a alquimia na mente
apostar na sorte e viver 
sem espera
a rasgada rebeldia não perder,
deixar-se ir na onda ardente
- que era viver!
era então tempo de juventude.
que recordo tão amiúde.

natalia nuno
rosafogo
imagem pinterest