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sexta-feira, 13 de junho de 2014

palavra aprisionada...



Trago a palavra aprisionada
ocupa o coração
e é só já lembrança
é ventura, desventura, a desgraçada
a palavra que fala de mim
e constantemente de ti
é a paz que me traz a alma apaziguada
e é meu céu, me fecunda de felicidade
é um grito d'amor sentido
é a palavra é a saudade

a palavra que nasceu amaldiçoada
a que trago aprisionada
a que nasceu para sofrer
ou a outra com que brinco
e me desenfado
ou ainda a que escrevo com afinco
ou a que deixo na garganta calada
a palavra que transborda da minha alma
aquela que é meu fado
ainda a que me penetra o coração
que traz o fogo que me anima
a que nasce da minha vontade
e que é a palavra saudade

a palavra que não me abate mais
a quem me entrego com paixão
que amo com exaltação
a quem dedico os meus instantes
com ternura e amor de amante
palavras que exprimem minha
ansiedade
me renovam a alegria e a felicidade
me trazem um vislumbre de esperança
e me sentenciam da dor da saudade.

natalia nuno
rosafogo

terça-feira, 10 de junho de 2014

o amuo da primavera...



Embriaga-me o vôo das aves do céu
embriaga-me o amuo da primavera
esta praia deserta à minha espera
e tu e eu vazios de sonhos...
tu pássaro solto, olhando a ondulação
eu trazendo à flor da pele
a poesia, que é fogo em erupção.

Distantes do mundo
sentimos a benção do mar
o respirar dos ventos
repousamos o olhar no horizonte
cinzento, sem grade nem prisão
deixamo-nos nesta nossa acomodação.

A vida é bola de neve
atormentadora da nossa inquietação
é com a morte laço de união.
Olho o mar imenso
sou uma pequenina gota de água
quem me olhará a mim?
Nesta etapa da vida
a paz é prioridade,
vou subindo os degraus
levo comigo avulsa, a saudade.

natalia nuno
rosafogo