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sexta-feira, 1 de junho de 2012






AMIGOS QUE VISITAM À MINHA PÁGINA, COMUNICO QUE VOU DE VIAGEM E QUE DURANTE 3 SEMANAS ESTOU AUSENTE. TIRAREI FOTOS PARA PARTILHAR.

UM BEIJO E UM GRANDE OBRIGADA A TODOS

EM ERMA LIBERDADE



Olho as pequenas margaridas
Que no campo vão sonhando
Olho as serras despidas
Hirtas árvores negrejando.
Bendita ilusão, sonho demais!
Enquanto a noite chega
aos escuros azinhais.

Sinto que a vida se desfaz
Mas vai  pulsando o coração
Vou negando a morte até ser capaz
Ainda que os dias ardam em solidão,
silêncio e desolação.
Olho os cardos à minha volta
Ali mais...
As pégadas de animais.
E o vento sopra, ouve-se vibrar
P'la calada da noite o choro da viúva
que o homem foi amortalhar.

Entro então num labirinto
Com precaução procuro saída
É na noite que eu me sinto
De alma amadurecida.

rosafogo
natalia nuno
imagem da net


quarta-feira, 30 de maio de 2012

MIMO

RECEBI ESTE MIMO NUM COMENTÁRIO

Olá Natália

As cercas largam amarras
Quando existe muito crer
De flores se fazem garras
Que tudo podem vencer.

Marés vivas alterosas
De encontro a rochedos
Que tua alma formosa
As faz parar com os dedos.

O fervilhar de sentimentos
Aflora o que foi adquirido
E fazem passar momentos
Que por ti foram vividos.

Só consegue recordar
Quem vida cheia levou
Nostalgia, pode matar
Vida, que oca ficou!

Beijo

DO MEU AMIGO PÉTALA. A QUEM AGRADEÇO, FICO ORGULHOSA QUE MEU POEMA TENHA INSPIRADO TÃO BELAS TROVAS.

terça-feira, 29 de maio de 2012














DO POETA «PÉTALA», MEU AMIGO
DEIXO AS BELAS TROVAS

Olá Natália

Teus desencantos, são cantos
Onde correm tempos vividos
São orvalhadas de espantos
Dos amores neles nascidos.

Esta dor que te tortura
Arrasa e rasga o Coração
É composto de amargura
Mistos de amor e Paixão.

Coração banhado a prata
Por dentro miolo de ouro
Em que a saudade maltrata
Mas não desfaz o tesouro!

Beijo
29 de Maio de 2012 06:05
A minha gratidão por tão generoso comentário.


CERCA-ME A VIDA



Cerca-me a vida
Tragos os olhos envelhecidos
Pelos dias abatida.
Esgota-se o coração
Falsos dias... sofridos!
E do entusiasmo a abolição.

Há na minha taça sempre um novo
licor
Que separa a lágrima do riso
A verdade é que às palavras tenho amor
São meu mar, meu firmamento,
meu feitiço.

Viajo no tempo, num estado
de graça
E a noite quando passa?!
Torna possível meditar
com serenidade,
nesta verdade de ser e estar,
e na solitária saudade
que ameaça.

Um  estranho vazio
de tristeza
nos olhos entorna-se a ansiedade
e no quarto o frio
e a certeza
duma demência triste
e a saudade que persiste.

Viajo ainda no tempo
da minha solidão
Em mim há fogo onde arde a vida
Quem sabe amanhã a sequidão,
Ainda que suplique,
me leve de vencida,
me roube o coração.

rosafogo
natalia nuno
imagem da net

segunda-feira, 28 de maio de 2012

DESENCANTO


O sol espelha é meio dia
Olho as bagas vermelhas
da amoreira
O destino destece o que tanto queria
Agora sou só poeira
Quer queira ou não queira!

E quando o sol se apaga
Meu coração naufraga...
Diga eu o que disser
Vivo a vida a recordar
Não sei se é fado ou destino
Ou apenas meu querer
Em qualquer caso não atino.

O tempo que é agora agreste?
Já foi tempo de prata!
Não há dia que não se manifeste,
na saudade que quase me mata.
A batida das horas é ameaça
Como fugir ao cativeiro?
Assim é o tempo que passa!
Rasgando meu corpo inteiro.

natalia nuno
rosafogo
imagem da net


BELAS TROVAS (DEDICATÓRIA)



BELAS TROVAS


A vida é um instante
Em versos proclamados
Não se lhe passa adiante
Por tudo que é achado.

Morre a noite morre o dia
Tudo na vida é momento
Resta a luz que nos guia
E Alumia o pensamento.

Os sonhos são alvoradas
Que devemos sempre ter
Pois com vidas apagadas
Faz a melancolia crescer.

Teus poemas calam fundo
E vão de encontro ao vento
Que num abraço profundo
Te dás a cada momento!

O AMIGO, Pétala.

Obrigada amigo Poeta, pela generosidade com que me lês e comentas.

domingo, 27 de maio de 2012

INSTANTES ACHADOS



Silenciam-se as cigarras
Passa o vento nos canaviais
Já a noite enlanguesce
Sombras na terra, nos ramos nas parras
Adormecem os pardais
E já a lua desce.
E a memória esquece
Morre o dia, é tempo passado
Deixa o ar de aromas perfumado
E a vida é como o troar dum tambor
Ou se aceita ou se nega
Jorrando no peito o amor
ou a dor
Ou já a morte nos pega.

E os sonhos sonhados
do anoitecer à madrugada
São tudo ou nada
Instantes achados,
pássaros tristes sem vôo.
Sangue que nas minhas veias
secou.

natalia nuno
rosafogo