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sexta-feira, 11 de março de 2011

POUCO A POUCO



Hóspede amargo
este silencio louco.
Branda agonia repetida
que me consome pouco a pouco.

A vida é um lenço agitado
entre gemidos e ais
Um silêncio ajoelhado
Cercado de horas
severas por demais.

Reza-se a oração
sem esperança,
A palavra é uma janela que se abre
no coração,
E não há quem a lágrima trave
num olhar triste de criança.

Só as estrelas sustêm
A sede e o abraço
que à Vida nos prende.
E sempre que as noites vêem
Abraçam o abrasado espaço
Vigiam os céus azuis da mente.
Tomada de cansaço.

A Vida é, uma árvore perdida
Talvez uma amendoeira em flor
Donzela, que um dia ficará ressequida
Cuja fragância e beleza vão perdendo fulgor.

natalia nuno
rosafogo
retirada- blog imagem para decoupage