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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

se está triste não leia...

se está triste não leia

Chove que Deus a dá! A desgraça anda atrás de nós todos, parece um tempo apocalíptico, uns não tem dinheiro, outros não têm onde viver, que mais nos irá acontecer...qualquer dia ficamos proíbidos até de sorver o ar pela boca, O cinismo é tanto que uns dizem ver uma luz ao fundo do túnel, quando a gente sabe que nada regressa ao que era, qualquer dia começamos a trocar sap...
atos por acuçar e por aí adiante, a saúde é até ao esgotamento, o inverno vai ser difícil para quem pouco tem, passou o tempo da tranquilidade começa a depressão, tudo definha neste país a olhos vistos, e assim se vai perdendo a esperança, e sobra a indiferença quanto ao destino, o coração também se gasta e a mente obscurece, por mim vou escrever versos até ao fim.
 
natalia nuno

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

entre ser ou não ser




  há sempre uma hora que morre
 deixa meu coração ermo
 e minha face amadurecida
 na escuridão,
 minhas mãos me parecem alheias
 de rabiscos cheias
 com poesia inacabada
 entre ser e não ser nada.
 ao redor a solidão me cerca,
 como um corredor sombrio
 meu tempo se enche de vazio
 e frialdade...
 sou solidão e saudade!


 mais uma hora morta
 como impedi-la de passar?
 ouço os passos do tempo,
 deste tempo que teima meu sonho
 quebrar.

 esta hora é tudo que resta
 vejo passar os dias um a um
 e já nem sei a idade
 e como se não restasse nenhum,
 meu sonho
 permanece na obscuridade
 tudo parou na tarde que morre
 parar o tempo como queria!
 rente à sombra das àrvores a escuridão
 a noite desce, não há saída
 morreu o dia,
 o sono traz-me o sonho p'la mão
 amanhã haverá novo sentido
 para a vida.

natalia nuno
rosafogo
todas as fotos deste blog são retiradas da net

domingo, 13 de outubro de 2013

perdida em mim...




tenho frio...tenho frio!
colho lembranças na frescura
da noite...
neste volteio que é vida
que me faz avançar,
e recolho a palavra que me é dirigida,
que infantilmente ouço
como um eco
vindo do fundo dum poço....
vou ao fundo do tempo,
renasce em mim a ilusão
que nada passou,
deixo-me na adolescência,
como pássaro que voa,
e me magoa
ser agora crisálida perdida
ou prestes a perder
o sentido da vida.
os sons me chegam de longe
deles se desprende uma melodia
povoada de recordações...
trazem até mim emoções
pequenos nadas, o fogo
que me aquecia
na infância dourada.
deixo-me ir ao sabor do vento
histórias me contam as andorinhas
julguei-me perdida,
mas as lembranças minhas
chamam continuamente por mim.
dobrada ao peso da vida
presa ao meu destino
sonhando,
vou aguardando o fim

Levei a Concurso este poema no grupo Palavra Cantada , mas não ganhou nada...

natalia nuno
rosafogo