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segunda-feira, 2 de junho de 2014

sexto sentido...



Embaciaram os vidros
ficou a memória confusa
e o caminho mais pálido
já não me arrancam sorrisos
andei léguas com passos indecisos
até chegar ao horizonte tão meu
onde a infância é já só uma fábula
onde os verdes já são pardos
turvo o azul do firmamento
e na penumbra o pensamento.

A manhã me oprime, o sol me ignora
a tarde me cega, logo a escuridão
e logo a aurora a urdir novo dia
e é mais um sonho que se abrevia
caminho já sem meus passos
fora de mim, distante,
amor já não é anseio
já não abraçam meus braços.

Ah...mas o sonho sempre germina!
E o coração envelhece mas não pára de amar
o amor a vida domina
e é sempre ele que ergue do silêncio
e nos vem embriagar...

natalia nuno
rosafogo

domingo, 1 de junho de 2014

Como? Não faço ideia!



Gaivotas rasam o mar
o sol se ocultou
a bruma faz-se sentir
misteriosa
como o futuro por vir,
tudo passou
num passo de mágica,
fugaz, pouco mais que um tempo
dum beijo ou dum abraço.

E esta minha vontade de escrever
de fazer e não fazer
às palavras a satisfação,
mas se um sonhador destino
me traz este cegar divino
esqueço a inquietação,
o vazio
e assim, a tristeza, onde a sinto,
a alivio.
O meu sonho é gigante
e sorrio com ironia, minha vida
arquejante...
como foi que deixei morrer
mais um dia?
Utopia, a vida
castelo de areia que ruiu.
Como?! Não faço ideia!

natalia nuno
rosafogo
algarve 12/04/2014