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sábado, 10 de novembro de 2012

apreço e carinho



Há na minha família gente bonita de coração, alguns amigos de Poesia, uns que a escrevem e outros apaixonados pela leitura, e outros escritores de romances como por exemplo Pedro Canais que escreveu o romance «A lenda de Martim Regos»

Mas hoje deixo aqui umas quadras que me foram dedicadas por uma prima com 83 anos de nome Maria Jose Canais, que para além de poetiza é voluntária no Hosp. de Torres Novas, onde é muito querida e respeitada, ofereci-lhe meu livro de poesia «Pesa-me a Alma» e ela demonstrou seu apreço assim:


 
Olá Natalia

É linda a tua poesia
Escrita com tanta doçura
É tamanha a melodia
Toda ela é uma ternura

Gostei dela tanto.tanto!
Que a vou lendo com prazer
Mas dei por mim num pranto
Quando olhos azuis acabei de ler.

Olhos azuis da cor do mar
Neles havia amor, lealdade
Por eles eu estou a rezar
Agradecendo tanta amizade

Falando da tua boa mãe
Que eu nunca esquecerei
Amiga do coração tambem
Para sempre a lembrarei

Por fim quero agradecer
As tuas lindas palavras
Para mim são o alvorecer
Que expresso nestas quadras

Mª José Canais

obrigada querida prima, aqui deixo como prova da nossa amizade
natalia canais nuno

    sexta-feira, 9 de novembro de 2012

    p'la calada da noite



    anda o vento rumorejando
    por perto
    traz a madrugada p'la mão
    e eu trago a emoção bem dentro,
    dentro do coração.
    há pétalas a abrir
    nas pálpebras da primavera
    e ainda que me doa,
    o tempo por mim não espera.
    levo na boca o gosto a terra,
    nos lábios a palavra liberdade,
    sou garça a deslizar...
    na campina da saudade.

    levo nos olhos a voz dos pinheiros
    e as mãos a rirem da morte
    a brisa no rosto...e eu gosto
    e parto à sorte!

    levo poemas de amor
    e alguns versos nus
    nada acrescento à dor
    da escuridão se fará luz

    ando de pé sobre o tempo
    há quem diga que morri!
    deixei meu canto em Setembro
    é inútil o  pranto aqui.
    do poema já me arrependo
    mas foi um instante achado,
    nas veredas desta vida...
    e depois de terminado,
    ficarei de mim esquecida.

    tão já sem nada...
    é agora uma da madrugada
    e o poema me devorando
    e o vento aqui tão perto,
    rumorejando
    pela calada...

    natalia nuno
    rosafogo

    quarta-feira, 7 de novembro de 2012

    da memória tudo varreu




    hoje entrego-me à tristeza
    como folha de outono
    caída ao abandono,
    tombam meus sonhos
    tão pouco sei ...!
    quanto caminhei,
    por onde andei?
    espinhos pisei?
    minha essência guardei?

    esqueci tudo o que era meu
    mãos vazias
    pés cansados
    da memória tudo varreu
    caminho escuro
    labirinto de areia quente,
    avisto agora o poente
    cumpro o resto por cumprir
    no ocaso do meu firmamento
    não há estrelas
    e a noite é profunda,
    só um sonho sobrevivente,
    onde pulsa a esperança
    que é semente

    solto minhas tranças
    colho do mundo as andanças
    que Deus a todos destina,
    nestes tempos estranhos
    povoados de sombras
    vou sonhando em surdina

    natalia nuno
    rosafogo
    imagem da net