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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

da memória tudo varreu




hoje entrego-me à tristeza
como folha de outono
caída ao abandono,
tombam meus sonhos
tão pouco sei ...!
quanto caminhei,
por onde andei?
espinhos pisei?
minha essência guardei?

esqueci tudo o que era meu
mãos vazias
pés cansados
da memória tudo varreu
caminho escuro
labirinto de areia quente,
avisto agora o poente
cumpro o resto por cumprir
no ocaso do meu firmamento
não há estrelas
e a noite é profunda,
só um sonho sobrevivente,
onde pulsa a esperança
que é semente

solto minhas tranças
colho do mundo as andanças
que Deus a todos destina,
nestes tempos estranhos
povoados de sombras
vou sonhando em surdina

natalia nuno
rosafogo
imagem da net

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