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sábado, 17 de dezembro de 2011

NATAL TAMBÉM É SOLIDÃO

jf5

Um golo de café p'la manhã,
depois ando por entre a multidão
fútil
Que nada me detenha,
deixo-me iludir, pensando
que todos fazem algo de útil.
Venha daí, comigo venha!
Veja, aquele ali dormindo
 num colchão no chão!
Todos passam... ninguém o vê!
É um velho sonhador
a quem faltou um pouco de amor.

Às falas comigo...
dizia para mim:
Porque é que tem de ser assim?
Uns com tanto. outros com tão pouco!
Ficou o mundo louco?
Nem um amigo, nesta terra enfeitada
porque é Natal,
e eu a pactuar embora de alma quebrada.
Como criança deixo-me a fantasiar
É Natal...

Imagens na minha memória de menina
Afinal ninguém está só!
Resta no pó,
das lembranças, na memória e no peito
o Natal quase perfeito.
Verdade, verdade é que o reino dos homens
é falaz e passageiro!
Apenas o reino de Deus é verdadeiro.
Cantemo-lo!

natalia nuno
rosafogo
imagem do blog imagens para decoupage

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AGORA MAIS QUE NUNCA

gale franey,imagensdecoupage.blogspot.com/

Regresso sempre à fonte
Anseio por gozar essa felicidade
Quando o sol regressa ao horizonte
Fecho os olhos e fico na saudade.
Ouço o trinado dos pardais
Deixo-me no gozo desta ânsia
Na ventura que nunca é demais
Esta de voltar à infância.

Por muito má que seja a vida
E ainda que saibamos,
que nascemos para morrer
Que a felicidade seja conseguida
Neste anseio que é viver.

Ainda me alegra a carícia da chuva
Em frente ao arco-íris me extasio
Já o ser mortal? Não me perturba!
Sou as águas melodiosas do meu rio
Canto doce melodia como outrora
Ao céu azul da minha infância
distante.
Volto contente nesta hora
Afogo a solidão do instante.

Voo no vento adolescente
E esqueço o tempo ,
no meu sonho enexistente.
Meu coração a dor pra longe envia
nesta noite negra e fria
porque amanhã é outro dia.

natalia nuno
rosafogo
imagem retirada do blog imagens para decoupage

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

DEIXEM-ME SÓ

H. Zabateri

Ninguém pode conter meu pensamento
A mim o futuro me angústia!
Deixem-me só
com meu mundo me contento
Deixem-me viver por mais um dia!
Não me façam engolir o que não quero
Trago a garganta apertada em nós.
Só da poesia refúgio espero!
Trago a dor de viver,
e amargura na voz.

Trago raiva e amor em mim
Toco a terra que me viu nascer
Sofro com o murchar do alecrim
Que nas brumas de Outono está a morrer.
Jamais se explica o que se sente
A vida é casa onde ando perdida
Onde soluçam as alegrias da gente
Mais dia menos dia de tudo esquecida.

natalia nuno
rosafogo

domingo, 11 de dezembro de 2011

AO PARTIR DA TARDE


Quero ouvir cantar
um pássaro com doçura
No silêncio do campo adormecido
sentir que há felicidade,
e com  ternura,
lembrar nesta hora os passos,
as vozes que me dão saudade.
Tudo o que existe além
que a minha memória retém.

As árvores despem-se da folhagem
sem nenhum esplendor
No crepitar das faúlhas lembro a imagem
restos da felicidade e amor.
Como a arvore, meu coração morrerá
A vida sempre acaba em podridão
assim será!

O dia apagou-se
O pássaro calou-se
E o escuro se amontoa
Surge a perturbação, a solidão
E o coração não perdoa.
Nada se acaba completamente
Olho os dias passados e
tento abarcá-los
com a memória, com o olhar
e abeiro-me ainda a contemplá-los
e há uma sombra perdurável no ar.

Como é belo viver!
Apesar de o tempo nos corroer
Também o tempo dentro dos meus olhos
está a  morrer
Já nada se sustém,
só a saudade
que sempre vem, ao partir da tarde.

rosafogo
natalia nuno