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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

O primeiro vídeo feito por nós. As fotos são minhas.

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Poema de rosa fogo

MEU GRITO AO VENTO













MEU GRITO AO VENTO

Meu grito se ergueu ao vento
Grito de perda e de dor
No dia em que morrer meu pensamento
Meu grito será de furor.
Cruza-se a Vida com a Morte
Ouço seu uivo além...
Serpenteia por aí à sorte
Acordando de medo alguém.

Minha memória me liga ao tempo antigo
às minhas origens ao meu povo
Já não me conta nada de novo!?
A não ser a lembrança dum colo amigo
E as histórias contadas à volta do sono
Onde hoje em sonho me abandono.
Lanço ao acaso meu olhar
E a vista alcança o sol que ainda me sorri
Deitado no rio onde vou lavar
O rosto, este que me tráz ,atrás de si.

Declina o dia também ele sem vontade
Deixa-se morrer, jaz num desalento
E também eu me arrasto nesta saudade
Meu grito se ergue ao vento.

natalia nuno
rosafogo

SE O RELÓGIO PARAR

















SE O RELÓGIO PARAR

Enquanto na luz dançam grãos de poeira
E o relógio taquetaqueia
Eu medito cansada e absorta
Sentada, com o livro à minha beira
Haja quem leia!
Que hoje não leio nada, estou morta.

Estou o tempo a controlar!
Ele que tanto me contraria
Mas se o relógio parar
E a poeira assentar
Talvez escreva poesia.

Não faço ideia da hora
A Vida está toda na minha mente
Agora até ela me ignora
Me dá sempre uma resposta diferente.

Gosta de me desencorajar
E o relógio continua a taquetaquear.

À minha frente minha chávena de chá
Olho fixamente a janela
Sózinha! Tanto se me dá!
Que ninguém se aproxime dela.
Escrevo meias palavras e ao de leve!?
Bebo meu chá, e um suspiro me susteve,
de dar um grito, prefiro a serenidade
Assim me deixo na sombra da tarde.

E o tempo tanto me contraria
Mas o relógio parou
A poeira assentou
E eu escrevi esta poesia.
Poesia de saudade!



natalia nuno
rosafogo






quarta-feira, 29 de setembro de 2010

NASCEU UM POEMA

Meu coração é como um cipreste gigante
Enfrenta o tempo e a tempestade
Resiste, mesmo apertado segue adiante
Barco à deriva num mar de saudade.
São meus sonhos searas à mercê dos ventos
Meus poemas filhos por nascer
Sinto-os nas entranhas, ouço-lhes os lamentos
E aguardo o momento de ao Mundo os trazer.

E assim vou moldando seus passos,
Segundo minha visão
Acrescento-lhes mais umas gotas de medos
Alguns cansaços
E para tapar buracos no casco, a solidão.
Finalmente o desespero que meu rosto esconde
E meus olhos que se perdem sabe-se-lá por onde.

Vida inteira e uma mão cheia de nada
Hoje acordei vazia e assustada
Restos dum sono desassossegado
Palavras à volta na boca
Meu coração acelerado
Agarrando-se à vida que já é tão pouca.

Mais um poema é puxado para fora da mãe
E eu pouco sei do seu nascimento
Mas sendo mãe passam as dores, fico bem
E a minha dor se tranforma em amor neste momento.
O nascimento?
É íntimo e doloroso!
E mais um milagre me parece...talvez curiosidade?!
Dentro de mim a chave... a saudade!

rosafogo
natalia nuno

segunda-feira, 27 de setembro de 2010