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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

ASSIM É MINHA POESIA



Vão e vêm sem sentido,
pensamentos como água correndo,
acotovelam-se sem encontrar o perdido,
como labareda ardendo.
Trespassam minha lembrança
Pintam-me o Mundo de fantasia
Sulcam meus sonhos de criança.
No coração todavia?
Há um renascer que é fogo
Uma ansiedade noite fora
Às vezes o esquecimento,
onde me afogo,
na saudade que sempre em mim mora.
Quero lembrar apenas o colorido
da infância.
Da saudade que houve
e sempre em mim estará.
Que não se vê nem se ouve
E que o tempo de mim não levará.
Giram os pensamentos velozmente
Minha vida é tudo e nada!
Escrevo palavras docemente,
para que continue contentada.
Deixo-a correr ao sabor
Faço-lhe confidências de amor,
e bendigo-a em poesia
Essa que é meu pão de cada dia.

rosafogo
natalia nuno

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

RESTO DA JORNADA



Pálidas são as ondas do meu mar
Deste  mar ofegante que não acaba
De contornos inquietos
E escuro ao olhar.
Ninguém escuta a sua dor
Nem o vazio que se abriu
Nem a solidão do corpo e da alma.

No peito se levanta a angústia
Pálidas são as ondas do meu mar
Nele terei partido entristecida
Vazia e silenciosa
Que o viver é sonhar.
Mas é também sofrer.
Ainda que já seja Outono
E a solidão me atinja?
No meu coração sem dono
Há amor...inda que finja.

rosafogo
natalia nuno

11/09/2011 Rodes





quarta-feira, 14 de setembro de 2011

AUSENTE DA REALIDADE





Fico a escutar o vento
A decifrar a ausência da dor
neste momento.
Outras vezes tão forte!
No meu corpo... sem fim.
Neste curso das horas
Esqueço a morte...
E a escuridão em meu coração,
sem norte,
dentro de mim.

Tudo o que não foi
o que não chegou a ser
ainda dói!
Como se surgisse o medo de viver.

Minha alma é jardim
onde a recordação vive.
No coração
sempre um toque de inquietação
Morta estive!
Ausente da realidade
Na lonjura,
só eu e a saudade!

rosafogo
natalia nuno

Poema escrito 09/09/2011
 SANTORINI





terça-feira, 13 de setembro de 2011

EU E O MAR




Só eu, céu e mar
Num canto livre e ardente.
Posso viver ou morrer!
Ou apenas sobre tua água chorada,
lentamente
amar, ou ser amada.

Há nuvens a voar
Só eu, céu e o mar.
Move-te o vento te ondulando
Minha vida desfeita me afadigando.

Sempre esta nostalgia
Como o vento que açoita as  águas
Distante já vai o dia!
Escondes areias, levas minhas mágoas.
Parece que estamos sós...
Sente a minha voz
de poeta!
Deixa-me inventar o sonho
ouvindo a tua voz, ó mar.

Deixa-me ser
gaivota perdida
recordando a vida.
Ou um pássaro que há-de nascer
Deixa que te fale com ternura, agradecida
E como bolha da tua água, desvanecer.
Tu és a força que ninguém dobra
Sobre teu peito me reclino
De Deus somos a obra
Eu menina, tu menino.

Já tantos te cantaram, Ó Mar!
Tão belo é o instante que passa
Tão pequena sou pra te cantar
Já a noite nos afaga, nos abraça.

Cresce a lua
e com ela a força,
da minha alma e da  tua.
Passa o tempo com desdém
e não perdoa
Um profundo abatimento...
Um grito perturbado ouço mais além
No coração, uma sede que magoa.
E as palavras quietas neste momento.

rosafogo
natalia nuno
(poema que surge em alto mar)

09/09/2011. Korfu

Estive ausente alguns dias, num cruzeiro, a todos os amigos
deixo meu agradecimento pelas visitas que me fizeram.Estou de
volta com saudade.