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quinta-feira, 14 de julho de 2016

oculta ternura...



recordação é como se alento fosse da vida
ou companheira de viagem
duma mente envelhecida...
é estrela que encandeia
que lavra versos de beleza
em sua linguagem,
e que à noite
soletra formosas profecias
dando alento aos dias...
e assim, os anos levam  meus olhos
estes, que quase ocultam a minha recordação
e me olham hoje sob indiferente solidão

fiquei na sombra dum tempo que lá vai
sem retorno, distancio-me do caminho
da estação efémera, que do pensamento
não sai...
o tempo vem me apagando como uma gota
de sombra, reenvento-me o tempo inteiro
sinto-me menina a balancear no loureiro
num sonho que só eu sei decifrar,
andorinha primaveril de sonhos mil
com pensamentos esculpidos para sonhar
e nenhum acordo com o mundo
sou pássaro livre
trago a liberdade desenhada no olhar.
e a recordação no bater do coração.

natalia nuno
rosafogo



oculta ternura...



recordação é como se alento fosse da vida
ou companheira de viagem
duma mente envelhecida...
é estrela que encandeia
que lavra versos de beleza
em sua linguagem,
e que à noite
soletra formosas profecias
dando alento aos dias...
e assim, os anos levam  meus olhos
estes, que quase ocultam a minha recordação
e me olham hoje sob indiferente solidão

fiquei na sombra dum tempo que lá vai
sem retorno, distancio-me do caminho
da estação efémera, que do pensamento
não sai...
o tempo vem me apagando como uma gota
de sombra, reenvento-me o tempo inteiro
sinto-me menina a balancear no loureiro
num sonho que só eu sei decifrar,
andorinha primaveril de sonhos mil
com pensamentos esculpidos para sonhar
e nenhum acordo com o mundo
sou pássaro livre
trago a liberdade desenhada no olhar.
e a recordação no bater do coração.

natalia nuno
rosafogo



quarta-feira, 13 de julho de 2016

sem nome...



poema rebelde e clandestino
canalha, céptico ou tacicturno
incompreendido, como o destino
é castigador...pesadelo nocturno
sem origem, sem nome...um desatino.
castiga e interfere dentro de mim
desditoso, em meu ser se sustém
traz a magia e o odor a alecrim
arrebatadamente é sonho...que não é meu
nem teu, não é de ninguém...
só da alma é confidente
trago-o entre a inspiração e meus dedos
sussurra-me aos ouvidos segredos
mas eu sei...sei que ele me mente.

porque é saudade, é longitude
e se diz presença em meu sangue
quando amiúde me entristece
e vai diluindo aquela alegria antiga
poema que é mar de fugaz felicidade
que me rodeia nas suas águas ocultas
onde me encontro com o vazio
voraz ausência,  tropeçando e caindo
me afasto cada dia mais do meu rio
e o poema vai de mim rindo...

natalia nuno
rosafogo


domingo, 10 de julho de 2016

instante d'alma...

à minha inquieta escrita, que vive de penas estilhaçada, quero dizer: que a paz anda trémula como uma luz mortiça, errante na minha mente...mas, a sua linguagem é paixão na minha mão..



natalia nuno

momentos...



calaram-se as palavras, fiquei despida de vida, uma dor poisou sobre as escarpas da memória e causou a saudade no bosque dos meus olhos...


natalia nuno