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sábado, 30 de junho de 2012

PERDIDO E HOJE ACHADO

Grata Poeta Antónia, procurei e encontrei este teu poema a mim dedicado, e aqui o coloco.



Sábias são as palavras
Ao falar da vida vivida
Por vezes em lágrimas amargas
Refaz uma esperança perdida

Mulher com nome de flor
Escreve em rima fina
Com uma mestria divina
Dissimulando em ar sonhador
Alguns sonhos de menina
Aqui e além a rotina
Se espelha na escrita sentida
Reflectindo um sonho de amor.

Antónia RuivoClique para ver a imagem original em uma nova janela






Quarto de um ciclo, onde pretendo retratar a maneira como vejo a escrita além do autor daqueles com que me identifico enquanto poetas e escritores dentro do site.Sem pretensões, sem falsas modéstias, acho que falar daquilo que nos toca e daquilo que gostamos é salutar e ajuda a evoluir enquanto pretensos poetas.

Ah  pois... a foto foi roubada ao Google.
Autor
Antónia Ruivo
AutorAntónia Ruivo
Texto
Data16/04/2010 10:25:14
Leituras210
Favoritos1
LicençaEsta obra está protegida pela licença Creative Commons

Enviado porTópico
VónyFerreira
Publicado: 16/04/2010 10:31 Atualizado: 16/04/2010 11:30
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Usuário desde: 14/05/2008
Localidade: Leiria
Mensagens: 14472
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
À minha querida amiga Rosafogo
aqui fica o meu carinho por
tudo quanto escreve.
E um beijo.

A ti, Antónia, um bem hajas!
Beijo para ti também.
Vóny Ferreira

Enviado porTópico
ÔNIX
Publicado: 16/04/2010 10:48 Atualizado: 16/04/2010 10:48
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Usuário desde: 08/09/2009
Localidade: Lisboa
Mensagens: 2461
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Uma bela homenagem a uma pessoa que também gosto
acompanhada de um belo poema

Beijo


Matilde D'Ônix

Enviado porTópico
rosafogo
Publicado: 16/04/2010 14:33 Atualizado: 16/04/2010 15:00
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Usuário desde: 28/07/2009
Localidade: Natural de LAPAS-Torres Novas - Vive em- LOURES
Mensagens: 8172
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Agora que arrumava a trouxa para ir até à aldeia,
que é onde me sinto bem aí às portas desse nosso lindo Alentejo, vens tu Poeta Alentejana, deixar-me de lágrima é que é mesmo uma surpresa e nem com
óculos já vejo nada, mas como sou ansiosa, não quero de modo algum partir sem te agradecer do coração, quem sabe poderei não chegar.

Deixo-te este pedacinho duma poesia, feita no castelo de Arraiolos, há duas semanas atrás.

Repouso a vista em campos vizinhos
Tudo calmo nada a quebrar
a monotonia.
Há gente pelos caminhos
E eu, um ror de tempo a recordar,
assim passa mais um dia.

O coração pula no peito
Lembro de tudo como se ontem acontecesse
Tenho p'ra mim que é meu defeito
Desejar que o tempo morresse.
E com vagar
Afinal sou cumplice também
Tudo calmo nada a quebrar

«a amizade por ti também.»

Terminei assim, embora o poesia seja mais longa,
para te dizer que é nestes momentos que sejam
quais forem as palavras nunca expressam condignamente o que nos vai na alma.

Obrigada Antónia, pelo carinho
também o meu agradecimento às Poetas que entretanto já comentaram, beijos para elas.

Para ti um beijo carinhoso
rosa

Enviado porTópico
Avozita
Publicado: 16/04/2010 22:55 Atualizado: 16/04/2010 22:55
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Usuário desde: 08/07/2009
Localidade: Casal de Cambra - Lisboa
Mensagens: 4691
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Parabens Antonia pela homenagem
em linda poesia, que fizeste a
uma poetisa que merece.
Beijinhos a ambas.
Antonieta

Enviado porTópico
AnaCoelho
Publicado: 17/04/2010 09:46 Atualizado: 17/04/2010 09:46
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Usuário desde: 09/05/2008
Localidade: Carregado-Alenquer
Mensagens: 11780
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Um poema que descreve na perfeição a Rosa e a sua poesia, que também gosto porque gosto e o gosto é algo a que temos direito e nele o prazer de poder ler.
Para lá da poesia a Rosa é também um ser humano fantástico assim como tu.

Beijinhos para as duas e bom fim de semana

Enviado porTópico
Henricabilio
Publicado: 17/04/2010 09:58 Atualizado: 17/04/2010 09:58
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Usuário desde: 02/04/2009
Localidade: Caldas da Rainha - Portugal
Mensagens: 7368
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Em poema, palavras que me parecem ajustadas.

Mais, só mesmo a Rosa para se revelar - que nós nos vamos revelando nas entrelinhas das linhas direitas, escritas com enigmáticas emoções.

Um abraçooo!
Abilio

Enviado porTópico
morethanwords
Publicado: 17/04/2010 10:16 Atualizado: 17/04/2010 10:16
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Usuário desde: 21/11/2008
Localidade:
Mensagens: 1573
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Lindo... lindoooo
jinhos,
T!na

Enviado porTópico
Beija-Flor76
Publicado: 18/04/2010 19:58 Atualizado: 18/04/2010 19:58
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Usuário desde: 23/02/2010
Localidade: PORTUGAL
Mensagens: 2126
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««
Uma homenagem justa e merecida á nossa grande amiga Rosa, pela qual nutro um carinho muito grande.
Adorei .
Beijo
Beija-flor .

Enviado porTópico
rosafogo
Publicado: 18/04/2010 20:32 Atualizado: 18/04/2010 20:36
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Usuário desde: 28/07/2009
Localidade: Natural de LAPAS-Torres Novas - Vive em- LOURES
Mensagens: 8172
Re: «« RosaFogo ( IV ) ««/Todos
A todos os Poetas que neste espaço da amiga
Antónia Ruivo deixaram palavras de carinho para mim e de apreço ao que escrevo, quero dizer que me sinto orgulhosa e agradecer,
não imaginaria eu, algum dia, criar laços de amizade tão grandes mesmo sem conhecer alguns de vós, a todos quero deixar um beijinho.
E um agradecimento especial à Poetiza, que me retratou nesta bela poesia.

Beijinho amiga
rosa



quinta-feira, 28 de junho de 2012

Á MINHA ALDEIA AMADA



Os que partiram deixaram como herança
O céu, as estrelas
que mirava em criança.

Já não se tingem os calcanhares
de uvas novas
Já não se cantam nos lagares
antigas trovas.
Transborda o rio as suas águas
Varre-se a minha vista, não resistindo
às mágoas.
Hoje é outro o ar por companhia,
e a saudade a chave da minha alegria.
Prisioneira minha alma, vagueia
Entre a boca e o beijo vejo a hora
que sem demora
virá a misteriosa lua cheia,
a mesma de outrora
Que no teu rio se espelhava.
Enquanto o sino tocava
as Avé-Marias
tão poderoso como a esperança
na pureza do entardecer.
A inocência desses dias
trago na lembrança!
Sonho que ainda quer arder.

Tudo se rende ao meu redor
E não há fronteiras na memória,
Nem a lonjura, a ausência ou a dor
Me fazem esquecer minha história.

Na hora da partida
que um dia vai chegar,
Te entrego minha vida,
o meu corpo para em ti para sempre
morar..
Mas enquanto me restam gestos
e palavras, não
me perco estou segura!

E dir-te-ei: AMO-TE
AMO-TE , com ternura.

rosafogo
imagen da net

quarta-feira, 27 de junho de 2012

AS ARVORES MORREM DE PÉ



Pétala disse:

Olá Natália

Uma alma não pode morrer
Mesmo que nela exista dor
Enquanto nas veias correr
O sangue que nutre o amor

A vida só apaga e se esvai
Quando dela se desiste
Ela sozinha não vai
Só se estiver muito triste

Mas tristeza é combatida
Abrindo gavetas de tesouro
Escolhendo as que deram vida
Contidas nesse coração d’Ouro

Velhos serão os trapos
Nem eles sabem o que é
A vida pode dar sopapos
Mas as árvores morrem de pé…

Beijo

POEMA ESCRITO PELO POETA PÉTALA NUM COMENTÁRIO AO MEU POEMA «MOMENTOS», QUE AGRADEÇO DE CORAÇÃO, E QUE APRESENTO PELA BELEZA QUE NELA ENCONTRO.

terça-feira, 26 de junho de 2012

MOMENTOS



Sou uma árvore solitária
Sacudida p'lo vento
Surgem-me emoções nos descuidos
do pensamento.
Há no ar um odor almiscarado,
que me é familiar,
e que à noite me faz sonhar.
Louvado seja Deus! Louvado!

Encontro a eternidade
na luz que espelha p'la manhã
O olhar perdido na saudade
Á beira de morrer, que o tempo não
perdoa.
Hoje venha o que vier, deixo o coração
à toa!
Sinto saudade nem sei bem de quê!
Nem sei de onde ela me vem
Saudade que só o meu olhar vê
E sabe de quê e de quem!

Sou àrvore erma como os versos
que vou fazendo.
Que em troca não pede nada
Por aqui nos vamos perdendo
Eu e eles numa prece desfolhada.
Que mais posso andar? Cançei!
É tarde, muito tarde...
Quebrou-se o encanto.
Agora que cheguei?!
Quedo o olhar e o pranto
Definho na saudade.

natalia nuno
rosafogo
imagem da net





domingo, 24 de junho de 2012

A MANHÃ POUSA EM MIM



Hoje o cantar do pássaro é sonoro
E tanta harmonia à minha volta,
que a vida namoro.
A alma voa, prenúncio de saudade,
solta-se, nesta manhã de claridade.
Como asa de pássaro que se agita no céu.
Assim,
a manhã pousa em mim.
Teimo em viver,
o sonho que me acolheu.
E as lágrimas que deixar,
hão-de secar!
Está meu corpo farto de saber,
que já não mata o tempo, mas
é ele que o mata,
e assim vai andando de nó no peito,
que não ata nem desata.

Se ao menos o coração pudesse dizer
da sua intensa vontade
de viver!?
ah... a criança em mim
Que brinca com o sol e com o vento
criança que não envelhece
é ela que me dá alento.
Mas hoje a terra exala o aroma
dos laranjais
e os pássaros enfeitiçam meu dia
com seus cantos e rituais.
me deixo embalar
e a solidão deixará de me inquietar.
Já se dobram os girassóis e com eles
a tarde.
E eu permaneço à sombra da saudade.

natalia nuno
rosafogo