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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Á MINHA ALDEIA AMADA



Os que partiram deixaram como herança
O céu, as estrelas
que mirava em criança.

Já não se tingem os calcanhares
de uvas novas
Já não se cantam nos lagares
antigas trovas.
Transborda o rio as suas águas
Varre-se a minha vista, não resistindo
às mágoas.
Hoje é outro o ar por companhia,
e a saudade a chave da minha alegria.
Prisioneira minha alma, vagueia
Entre a boca e o beijo vejo a hora
que sem demora
virá a misteriosa lua cheia,
a mesma de outrora
Que no teu rio se espelhava.
Enquanto o sino tocava
as Avé-Marias
tão poderoso como a esperança
na pureza do entardecer.
A inocência desses dias
trago na lembrança!
Sonho que ainda quer arder.

Tudo se rende ao meu redor
E não há fronteiras na memória,
Nem a lonjura, a ausência ou a dor
Me fazem esquecer minha história.

Na hora da partida
que um dia vai chegar,
Te entrego minha vida,
o meu corpo para em ti para sempre
morar..
Mas enquanto me restam gestos
e palavras, não
me perco estou segura!

E dir-te-ei: AMO-TE
AMO-TE , com ternura.

rosafogo
imagen da net

2 comentários:

PÈTALA disse...

Ola Natália

É bom passear nas saudades
Dos tempos de quem nasceu
Pouco importam as idades
Mas tudo que nelas viveu!

Todos os vazios do tempo
Apenas serão preenchidos
Se houver a cada momento
O amor neles construídos!

Com pensamentos despidos
Descalça dos verdes anos
Dos baús, sairão nascidos
As flores de quem amamos!

Mesmo nas noites escuras
Ainda que feitas de papel
Não deve haver amarguras
Somente beijos de mel!

Beijo

Pétala.

Valéria Cruz disse...

Que bela paisagem guardas Natália! Consegui sentir os pés deslizando nas calçadas, e escutar ao longe o repica dos sinos!
Parabéns!
Abraços
V.