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domingo, 28 de agosto de 2011

HOMENAGEM QUE RECEBI DA NANDA



POEMA QUE ME FOI DEDICADO
Tenho a alma perfumada
com a fragrância da nostalgia
Mora em mim esta saudade
uma jarra de liberdade
com flores de fantasia

Não confundam com tristeza
memórias de outros tempos
São todo o meu relicário
um mundo de sentimentos

Não posso mandar para canto
amores, lágimas e pranto
felicidade e resquícios de alegria
nem vivo no desencanto
apenas trago no peito
memórias de outros dias

Maria Fernanda Reis Esteves

Este poema é duma amiga querida, e por me TER SIDO DEDICADO ,o trouxe para o Orvalhos

Ler mais: http://www.luso-poemas.net/modules/news/comment_new.php?com_itemid=163186&com_order=0&com_mode=nest#ixzz16ckI1DDi
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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

QUE IMPORTA SE O INVERNO CHEGOU?












QUE IMPORTA SE O INVERNO CHEGOU?

Que importa se o Inverno chegou?
A Vida foi ontem mas também é agora
Que importa se o tempo passou?
Há sempre tempo para amar também nesta hora!
Há muita esperança em mim a acender
Ainda quero voar na largueza do céu
Das palavras minhas asas fazer
E voar neste sentir que Deus me deu.

Quero levar longe meu olhar de menina
Fazer do meu coração seara de trigo
Com papoilas rubras rompendo na neblina
Levar minha saudade e meu sonho comigo.

Nesta viagem onde é rainha a saudade
Levo também toda a vontade de viver
Hoje mora em mim a claridade
E sinto cá dentro o sangue ainda a bater.

Caminho de braço dado com a vida
Há muito que ficou para trás a Primavera
Me sangra ainda no peito me deixou ferida
Mas é o Outono que em segredo me desespera.
E neste Outono da vida que se colhe também
Toda a essência que em tempo se semeou
Se a Vida é o nosso maior bem
Que importa se o Inverno já chegou?

natalia nuno
rosafogo

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PARTO SEM DESTINO













PARTO SEM DESTINO
Parto sem destino
Dobro a última esquina
Faço aceno ao Divino
Recordo quando era menina
Meus passos tristes e lentos
Virgem de sonhos e pensamentos.

Faço pequeno balanço da vida
Alimento esperança, nem sei de quê
A memória levo já descolorida
E a luz nos olhos já mal se vê.
Esqueço o encantamento e a emoção.
Trago comigo a nostalgia da infância
Talvez me chegue a madrugada ao coração.
Surja alguma estrela, nesta febril ânsia.



Levo comigo o tudo e o nada
Encho-me de liberdade, como pombo solto
E se alcançar a madrugada?!
Não volto!
Parto-me na lonjura
Esqueço tudo no meu olhar caído
Já de mim não sinto pena, só loucura,
Pena do tempo eu ter perdido.

Já não tenho a força da semente
Morro nestas palavras e sua inquietude
Neste sonho reposarei serenamente
Levo da vida saudade da Juventude.


natalia nuno
rosabrava

domingo, 10 de outubro de 2010

SONHO E REALIDADE













SONHO E REALIDADE

São demasiado velhos os sonhos meus
São como as ondas da maré alta
São águias soltas nos céus
São saudades que o meu coração assalta.

Deixo-me a escutar das gaivotas o grito
E o som das ondas que avançam e recuam
E o sinal dum barco ao longe aflito
E para assombro meus sonhos continuam.
Deixo-me quieta, enterro os pés na areia
Aqui me desligo do Mundo
A tempestade chegando de raiva cheia
Me traz este desejo de escrever profundo.

Estou entre a realidade e a fantasia
Este meu silêncio é feito do que sei
Ah...estou louca, haja alguém que se ria!
Trago sonhos nos olhos e por eles velarei.
Teço silêncios que à vida me unem
Calo esta velha saudade, sem fim
Esta linguagem é velha e não me entendem.
Os sonhos a vida leva p'ra longe de mim.

E eu entre o céu e o mar,
O vento irado agora chora
Mais uma onda a quebrar
Vai chegando a minha hora.



rosabrava
natalia nuno

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

NASCEU UM POEMA

Meu coração é como um cipreste gigante
Enfrenta o tempo e a tempestade
Resiste, mesmo apertado segue adiante
Barco à deriva num mar de saudade.
São meus sonhos searas à mercê dos ventos
Meus poemas filhos por nascer
Sinto-os nas entranhas, ouço-lhes os lamentos
E aguardo o momento de ao Mundo os trazer.

E assim vou moldando seus passos,
Segundo minha visão
Acrescento-lhes mais umas gotas de medos
Alguns cansaços
E para tapar buracos no casco, a solidão.
Finalmente o desespero que meu rosto esconde
E meus olhos que se perdem sabe-se-lá por onde.

Vida inteira e uma mão cheia de nada
Hoje acordei vazia e assustada
Restos dum sono desassossegado
Palavras à volta na boca
Meu coração acelerado
Agarrando-se à vida que já é tão pouca.

Mais um poema é puxado para fora da mãe
E eu pouco sei do seu nascimento
Mas sendo mãe passam as dores, fico bem
E a minha dor se tranforma em amor neste momento.
O nascimento?
É íntimo e doloroso!
E mais um milagre me parece...talvez curiosidade?!
Dentro de mim a chave... a saudade!

rosafogo
natalia nuno

terça-feira, 20 de julho de 2010

P'RA MIM QUE ME PERDI















P'RA MIM QUE ME PERDI

Voam os anos, subtraem-me os dias
Meus sonhos são agora inutilidade
Palavras velhas são minhas companhias
Tão velhas impregnadas de saudade.
Sinto a vida que me foge, fico amarga
Sento-me no meu tempo inventado
P'ra ver se esta dor me larga
E me deixa o dia de ilusões dourado.

Sempre o tempo a espiar-me!
Porquê este tempo a ameaçar-me?!

Deixo os cotovelos pregados à mesa
Murcha meu rosto em ânsias que explicar não sei
Afogo as horas nesta tristeza
E corro atrás de sonhos que já sonhei.
Dobro o jornal ponho de lado
Nem ler, nem escrecer me apetece hoje
É como se me tivessem as mãos amputado
Pendida a reviver a vida me foge.

Eu hoje sou nada!
E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo jà à noite pertence.


natalia nuno
rosafogo

terça-feira, 13 de julho de 2010

APETECE-ME CHORAR



















APETECE-ME CHORAR!

Apetece-me chorar
De repente apetece-me chorar
P'lo meu futuro sombrio
Pelos meus sonhos enterrados
Mas, retenho lágrimas e sorrio
Sorrio, sorrisos desesperados.
Não páro de me atormentar
Olho a noite que se esgueira
Apetece-me chorar
Esquecer este correr de dias não há maneira.

Dobro do pensamento a esquina
Surge à minha beira a saudade
Saudade de mim, enquanto menina
Recordo, Deus faz-me essa vontade
Vivo a recordar é minha sina.

Há dias e dias.Voltarei a ver mais um?
Tenho medo! Há momentos que sei de tudo
Sei que sonhos, não haverá mais nenhum!?
Estranha esta Vida, já não me iludo.

Apetece-me chorar
De repente, apetece-me chorar
Estendo-me na cama, vestida
Pensar?
Em quê? Para quê?!
Só meu coração é que não vê
Que não há contrapartida
Recusa-se a morrer
Mesmo não tendo nada a perder.
Prende-se à Vida!


natalia nuno
rosafogo