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terça-feira, 20 de julho de 2010

P'RA MIM QUE ME PERDI















P'RA MIM QUE ME PERDI

Voam os anos, subtraem-me os dias
Meus sonhos são agora inutilidade
Palavras velhas são minhas companhias
Tão velhas impregnadas de saudade.
Sinto a vida que me foge, fico amarga
Sento-me no meu tempo inventado
P'ra ver se esta dor me larga
E me deixa o dia de ilusões dourado.

Sempre o tempo a espiar-me!
Porquê este tempo a ameaçar-me?!

Deixo os cotovelos pregados à mesa
Murcha meu rosto em ânsias que explicar não sei
Afogo as horas nesta tristeza
E corro atrás de sonhos que já sonhei.
Dobro o jornal ponho de lado
Nem ler, nem escrecer me apetece hoje
É como se me tivessem as mãos amputado
Pendida a reviver a vida me foge.

Eu hoje sou nada!
E o nada não se vence!
Deixo esta queixa derramada
Meu crepúsculo jà à noite pertence.


natalia nuno
rosafogo

2 comentários:

Amor feito Poesia disse...

O amigo é a resposta aos teus desejos. Mas não o procures para matar o tempo! Procura-o sempre para as horas vivas. Porque ele deve preencher a tua necessidade, mas não o teu vazio.

Khalil Gibran


FELIZ DIA DO AMIGO...BEIJOS NA ALMA! M@RIA

Natalia Nuno disse...

Grata pelo carinho amiga, é bom sentir o encantamento da amizade´´e como se ouvisse uma bela melodia, que nos faz descobrir algo de bom em nós.

Beijinho grande