
O vento rodopia
Em torno do meu rosto
Será Setembro...será Agosto?
Já nem recordo o dia.
Voam as aves da lembrança
Meus olhos já não sabem chorar
Mataram a minha esperança
Sigo caminho,
donde não posso voltar.
Até quando? Até quando?
Levo um lenço branco acenando.
Passa o vento com seus dedos
Zunindo aos meus ouvidos
Varre a morte e os medos
Liberta-me os sentidos.
Deixa um eco que perdura
E minha recordação se aviva
Lagos nos olhos, loucura
Nesta aventura à deriva.
Até quando? Até quando?
Levo um lenço branco acenando.
rosafogo
natalia nuno
imagem do blog para decoupage
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