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sábado, 18 de junho de 2011

CARTAS DE AMOR


Cartas de Amor nunca enviadas.
Em tempos tão afagadas!
Bem atadas!?
Guardadas como conduto desse amor
Que se negou a florescer
As lágrimas se esvaíram e ao redor
apenas os dias, que me falta viver.

Atei as cartas com um fio de juta
Mas, cansada, perdi-me nesta luta!
Coloquei-lhes pétalas de rosa e alfazema
Desenhei um coração
Juntei-lhes um poema!
Fiz delas uma bela recordação.

Coisas íntimas!? Que agora reparto.
Que soluço e canto e na despedida
Já delas me aparto.

Quando as olho?!
Ainda em mim amanhece!
Fecho-me nelas para ver,
se o amor ainda acontece.

Agora com um acenar
Despeço-me de ti.
Como é difícil acreditar?!
Num golpe... Morri!

rosafogo
natalia nuno

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