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quarta-feira, 1 de junho de 2011

RIO DA VIDA



Frágil, meu rio faz-se ao mar
Indiferente segue viagem
Às leis do tempo não se quer sujeitar
É tanto o tempo gasto na passagem.
Deixa a tristeza p'lo caminho
Segue ora perseverante,
ora som vontade
Lava a mágoa na saudade
Corre ligeiro, como um desejo
Como sonho por despertar
Leva o tédio, que só eu vejo
E uma lágrima sempre teima em ficar.

Este rio da minha vida
Já vai longe...do outro lado!
Partiu e me deixou esquecida
Tonta de sede, num morrer magoado.

Porque canta tristezas sem fim?
Porque partiu de mim...assim?
Tantos anos correu gentio
Tantos anos de calor de estio
E outros tantos de inverno frio.

A corrente, leva um rítmo lento
Carregada de saudade
Leva por companhia o vento
O desalento
E a esperança calada.
Rio sem norte, que não pára de correr
Leva o sonho que eu sonhava
O sonho que vi nascer.
E o caminho inpercorrido
De ansiedade em mim contido
Continua a doer.

rosafogo
natalia nuno
imagem blog decoupage

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