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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

SUJEITO QUE SOU


SUJEITO QUE SOU

Ao nascer da terra o grão
Não conta com a agitação do vento
Prende as raízes ao chão!
Mas a vida faz-lhe chamamento.

Solta-se louco à claridade
Tal como meu coração se solta
Em volta da voz da saudade.
Indiferente às vezes morre!
Procurando por liberdade.
Outras, atrás da felicidade corre.

Desata o grão a crescer
E é já botão aberto
E é ganhar ou perder
Que o desfolhar está por perto.

Sinto em mim a acontecer
O caminho pró esquecimento
O florescer e o anoitecer...
Que passam rápidos como o vento.
Ainda ontem era ouro
Não haverá renovar dos frutos
A vida é um tesouro
Contam horas e minutos.

E o grão é  memória sómente
E esta  passa de raspão
Pobre nascer da semente,
Que pregou raízes ao chão.
A Vida leva tudo à sua frente
A seiva  é um sonho intruso
A  vontade é  inexistente
E a esperança um sentimento confuso.

Já a morte está à espreita
Já se encurta o  dia
Já a passagem é estreita
Já a solidão se inicia.
Sou minha sombra... sombria!


natalia nuno
rosafogo.

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