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domingo, 9 de janeiro de 2011

O IRROMPER DO PENSAMENTO



















O IRROMPER DO PENSAMENTO

Ao aproximar-se o fim
Que terei de enfrentar?
Que sorte me é reservada?
A marcha do tempo em mim
Passo a vida a perguntar
Não posso ficar calada!

Desço as cortinas
Tapo todas as abeturas
Minhas mágoas são tão finas
que doem como mordeduras.
Este tempo é um desacerto
Incansavélmente me persegue
Não sai dos meus pensamentos
No coração um aperto
Atormenta-me debalde e segue.
Como esconder meus sentimentos?

Deixo-me ficar abalada
Medito sobre o passado
E imagino o futuro
Recordação amontoada
No meu coração calado
E do futuro não sei nada!
A noite é velha, sinto-lhe o escuro.

Uma estranha emoção me invadiu a alma
Ao mesmo tempo uma tristeza e uma alegria
No caminho sem vi'valma
Só minha reflexão nascia.

rosafogo
natalia nuno

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