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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

SEM TEMPO













SEM TEMPO


Não há pausas na minha melancolia
A saudade surge como um vento triste
Morri na saudade mais este dia
Maldita a vida que ainda insiste.

Tremem as àrvores, tremem de frio
E eu sinto a Vida presa por um fio.

Assim vou andando
Os sonhos ficando para trás
Meus olhos de menina chorando
Aquilo que o tempo me roubou
e foi capaz,
De me deixar vencida
De me vir dizer
Que a dor que trago sentida?!
Há-de deixar-me desfalecer.

Aceno à vida de mim esquecida
Procuro alívio para o desencanto
Vejo ao longe a meninice enternecida
Evaporei no tempo para meu espanto.

Vivo à mercê, triste ou sorridente
E já nada faço para ser diferente.

rosafogo
natália nuno

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