sábado, 23 de outubro de 2010

LINHAS TRAÇADAS













LINHAS TRAÇADAS

Traçadas estas linhas
Deixo-me entre a vigília e o sono.
A estas linhas que são minhas
Agora me entrego em abandono.
A Vida corre doce,
Com alguns acessos de nostalgia
Perco-me em pensamentos
E trago viva sempre uma agonia.
Nas pedras duma ruína?!
Se solta o queixume dos ventos
E nesta saudade minha
Minha alma se inclina.

Choro minhas horas perdidas
Sobre meu peito, a paz desponta
Horas de ilusões despidas
Chorando a vida,
A vida que vai a uma ponta.
Chorando o caminho,
Tentando desviar o espinho.

Esquecer as mágoas, procurar o prazer
E na saudade que ainda aparecer
Dizer-lhe que é cedo p'ra morrer.
Lentos os anos, não precisam de correr.

rosabrava

2 comentários:

FlorAlpina disse...

Olá Natália,
O melhor é mesmo esquecer as mágoas, e procurar o prazer!

Bjs dos Alpes

orvalhos poesia disse...

OBRIGADA FLORZINHA PELA VISITA.


Beijinho, boa semana.