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domingo, 17 de outubro de 2010

ATALHOS DE MADRESSILVA


















ATALHOS DE MADRESSILVA
Deixo para trás a tristeza adormecida
Sonhei-me menina correndo solta
Numa manhã orvalhada e colorida
Girava o Mundo e eu girando à sua volta.
Sentindo-me leve como uma pena
Flutuando lentamente, serena.

Meus olhos ficaram verdes côr de feno novo
Brinco por atalhos de madressilvas ladeados
Minha gente olho e me comovo
Também sinto os cheiros doces dos silvados.

Lá sigo a escolher caminho
Saia agitada ao vento...
Agora ouço o canto dum passarinho
Lamentoso, vivendo em meu pensamento.

E assim vou rememorando a vida
Sonhando, vivendo um pouco aqui
Morrendo um pouco ali.
Sempre num cismar perdida.

Amanhece, minha alma fria de cansaço
Aclara o dia já sossego
Desta canseira já renasço!
E à vida de novo ganho apego.

roasabrava
natalia nuno





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