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domingo, 17 de outubro de 2010

O ULTIMO SONHO













O ULTIMO SONHO

O sol me olha de frente
Deslizamos ambos para o ocaso
Sempre o morrer presente
Já da morte não fazemos caso.

Sempre o passado a insistir
Passado que deixou pégadas
Venho morrendo, sem minha boca se abrir
E as lembranças em mim já misturadas.
Lembranças que são utopia
O sonho que atravesso, e onde me gasto
E onde uma réstia de suspiros me alivia.
Aqui deixo meu olhar verde cansado
Mas deste sonho nunca me afasto.
Pois na verdade este é o meu fado.

Volto a sonhar os sonhos daquela idade
Tenho a ilusão estampada no rosto
E a mim se chega a saudade
Já não vejo o sol, é já sol posto.

rosabrava

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