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domingo, 13 de dezembro de 2015

o rosto nas tuas águas...



Volto de novo à margem
Sinto a frescura da água
Ouço o gorgolejar dum fio
lento e melodioso que é de mágoa
e regresso sempre na esperança
dum pouco mais de tempo futuro
para poder vislumbrar o escuro
estrelado da tua noite.
No fundo das tuas águas
meu rosto de ontem
e o verde do meu olhar
serve de musgo lodoso
refrescas minhas pupilas
com teu frescor venturoso

Que importa interrogar alguém
Se já não me conhece ninguém?
Apenas te conheço eu
rio da minha infância
Sinto-me um pássaro voando ao céu.

Deixa que me chegue a ti
que verta uma lágrima de adeus
que relembre tempos que vivi
que sonhe ainda sonhos meus.

Tranquilidade que então sentia
Sonhos de jovem em rebeldia.
No sussurro da tua água corrente
Me sentia gente...

E meu sentimento é de bem estar
Permite que continue a sonhar...

natalia nuno
rosafogo

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