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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

barco à vela...



a existência é agora um vale solarengo
abrigado do vento, onde o verde
ainda verdeja
no tempo que resta sinto
que a vida ainda me beija.
sei-me espiada pela morte
sorrio, e deixo-me à sorte
sou agora uma expectadora
se o meu barco já não sai!?
que importa? sou ainda sonhadora...
já se pôs em mim o sol
mas ainda é doce o escuro
nem riqueza, nem pobreza
nem ambição desmedida procuro,
assim caminho na vida.

levo este poema  a  meio
sinto-me como um artífice maior
digo-o sem qualquer receio
poesia é meu bem melhor

sinto o mundo à minha volta
sou tentada a acreditar
que um dia...a felicidade se solta
e fico a discorrer, que a paz há-de vingar!
meu pensamento é como um cata-vento,
em abono da verdade vou colhendo frutos
da memória, outros da imaginação
sem dar descanso ao coração...
ora triste ora dourado meu olhar
cansado ainda verdeja
volta e meia uma lágrima o beija.
a vida é a mesma de sempre
só o mundo mudou, mas
meus sonhos são de outra era
à vida chegou o outono
mas ao poema a primavera.

natalia nuno
rosafogo










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