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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

papoila



na boca um sorriso matreiro
papoila teimosa a resistir
aguenta com firmeza
sem ceder,
o tempo vai voando...
quem pode domar
esta papoila sempre pronta
a despontar?
no recondito do seu peito
há sempre emoção,
lágrimas deslizam em surdina
pura é a comoção,
das lembranças de menina.

uma dor brota das entranhas
e as saudades são tamanhas...
a vida não a vai quebrar!
há-de ser, há-de abraçar
outra primavera a chegar.

sempre li nas entrelinhas
que a alma aos poucos me roubaria
confirma-se o que o coração já sabia,
hoje... levo saudades minhas.

natalia nuno
rosafogo
ima-net






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