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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Oh! Saudade onde me faço cais...



sou barca, vogando em maré cheia
sem destino neste monótono mar...

barca fantasma sem rumo ou ideia,
que anda à procura sem se encontrar.

sou barca à deriva num poema lento
olhando fins de tarde buscando certeza
uma saudade imensa e nu o pensamento,
na boca beijos a que ainda estou presa.

remoto o tempo na distância percorrida
derradeira esperança levo ingenuamente!
não páro que o tempo me leva de vencida

navego neste mar... onde não sou mais
nem onda, ou maré, ou sequer corrente
apenas saudade onde me faço cais...

natalia nuno
rosafogo
imag-net


2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Minha barca se fez ao mar
Entre abraços, brados, e ais
Gotas de amor do teu olhar
Me trarão de volta, ao cais!

O cais será sempre um ponto de partida! Mas de incógnita na chegada! A alegria e a dor sempre presentes! Quantas vezes, a vida se perde em encruzilhadas, passando por mares alterosos, e desertos sem fim! Os cais, nunca deixarão secar as águas dos mares, por força das lágrimas; quer de amor, ou de tristeza!
Beijo
João

Natalia Nuno disse...

Linda tua descrição do «cais» amei ler, é de facto um lugar ora de tristeza ora de alegria, assim é meu estado de alma, daí o nome dado ao poema.
Vou mergulhar nas tuas palavras e escrever algo que pretendo colocar no meu próximo livro, já que o título anda muito perto deste aqui.

Beijo grata pela linda poesia (quadra) que me deixas.