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sábado, 14 de julho de 2012

quando as noites doem


Estendeu-se o vento sobre as hortas
eu de cabelos soltos junto ao rio...
assim morria o dia, as horas mortas,
os pássaros se aninhavam ao desafio,
nos salgueiros que choravam as mágoas
e o pensamento me fugia, era livre
enquanto a luz da lua se espelhava nas águas.
E um nó me assentava na garganta
enquanto o rio se soltava em declive
açude que ainda agora noite e dia canta.

A solidão da noite é a mais dorida,
mas é à noite que gosto de sonhar
de dia vivo...vivo a vida!
Sonhando com liberdade de voar.

As rugas se soltam no meu rosto,
estou ainda viva nelas,
e trago no olhar o fogo posto
dos raios da tempestade,
páginas amarelas de indiferença
noites de silêncio grávidas de saudades,

diz-me brisa leve
que o tempo dos sonhos não acabou,
ainda que a vida seja breve...

deixa-me adormecer ó vento,
deixa-me neste chão a que me dou
deixa que a noite me cubra o pensamento
com rendas feitas de luar
deixa-me este meu jeito de sonhar.

rosafogo
natalia nuno
imagem da net



1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá Natália

As noites dormem seus segredos
Por entre sonhos de escuridão
Nelas fazem despertar os medos
Que alimentam vida á solidão

Mas noites também têm encantos
Nelas navegam amor e ternuras
Deixa a vida renovar seus cantos
Deslizando em paixões de loucuras

Das labaredas nelas formadas
Que não podem ser contidas
Muito menos ser apagadas
Até que fiquem, consumidas…

Beijo

Pétala