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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

BENDITA A SORTE!


Outra vez, outra vez....
Cada vez mais penosa
A solidão se fez.
A tristeza curiosa
Também apareceu nessse dia
Aplicou o ouvido para ver
se ouvia,
o sossego no fundo do ser.
Ou alguém para lá do Mundo
Mas nada ouviu para além
dum silêncio
profundo.

Silêncio que caía
ao entardecer
Era alguém que morria!
Como um livro inacabado
Ali permanecia, deitado,
Morto sobre o sobrado.

Uma vez, outra vez
A morte astuta se insinua
Quase sempre talvez
Duma maneira dura e crua
Um sossego que parece escutar-se
De alguém que resolveu calar-se
Ou teve vontade de ausentar-se.

E a vida continua a correr
Pelo mesmo carreiro, veloz!
Enquanto a palidez no rosto se estender.
E flores misteriosas crescerem na voz
Aquilo que ouço, ignoro, não quero saber.
Deixo que se erga a tarde
Fumegando de alegria
O estio que meu peito sentia
E a minha voz que desfalecia
São agora goivos florescendo
de alegria.

Deixo para tráz a realidade
Perdida entre rosas silvestres
Os anos e a saudade?
São nossos mestres.
Adormecer na morte?
Bendita  a sorte!

natalai nuno
rosafogo
imagem retirada do blog
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