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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CANTA MEU CORAÇÃO



Há uma realidade que dói
Vou as horas abraçando
Tempo sem tempo que mói
As palavras na boca calando.
Vai-se diluíndo no olhar
Tudo o que eu queria conservar.

A vida dita sua verdade
Traz seu Inverno severo
Em meu refúgio a saudade
Dos frescos aromas que ainda quero.

Nestas horas despidas
Passaram por mim imagens velozes
Nos meus olhos já esquecidas
Aos meus ouvidos os ecos das vozes
A memória em labirinto
E meu corpo esquecido o sinto.

Mas ainda dou asas ao meu vôo
E rasgo o lençol da alvorada
Sou espinho e me dôo
Porque me quero sentir amada.

Ressuscita a minha vontade
Canta meu coração arrebatado,
em plenitude e liberdade
Ainda que a vida me tenha desdenhado.

rosafogo
natalia nuno

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