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quarta-feira, 6 de abril de 2011

PRIMAVERA DA VIDA


Disponho apenas da espera
Dum som, dum odor
Ou dum sabor.
Para relembrar a Primavera.
Primavera da vida
Um mito feito nada
Migalha já escurecida
Me sinto injustiçada.

Paira sobre a minha memória
Uma figura graciosa
Que brota como uma rosa
Que aparece
Desaparece
Testemunha da minha história.

É ela que me conduz ao destino
Dela me vem a força e a vontade
Me põe neste desatino
Ao acaso da saudade.

Nada está morto na mente
E a minha alma está em todo o lado
Meu coração assim sente
Derrama amor ao lembrar o passado.
Os sonhos se desvanecem,
São efémeras constelações
Mas as recordações?
Essas não perecem!

Foi ontem era menina
Ainda estou dela a dois passos
Aperto-a contra o peito
Envolvo-a nos meus abraços
E até horas tardias
Bem do meu jeito
Vou sonhando fantasias
Nesta doce passividade
Acorrentada, livremente á saudade.

natalia nuno
rosafogo

Imagem ret. do blog-imagens para decoupage.

2 comentários:

manuel marques disse...

"Do mesmo modo que no início da primavera todas as folhas têm a mesma cor e quase a mesma forma, nós também, na nossa tenra infância, somos todos semelhantes e, portanto, perfeitamente harmonizados. "

Beijo.

Natalia Nuno disse...

É verdade...mas agora surge-me uma sensação de perda dessa harmonia, não quero nem acreditar que tudo isto é uma passagem, sinto-me desprotegida, parece que não aprendi nada com a vida.
Da´esta crescente saudade.

Beijo Manuel, grata pela visita.