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quinta-feira, 7 de abril de 2011

JÁ OS VENTOS ME FUSTIGAM




Memória e desmemória
Labitrinto de sombras e visões
Meus dedos palpitando na escrita
Já não sei se vivo só de ilusões.

Se é sorte ou desdita
Andar na penumbra adormecida
Nesta sombra encadeada
Solitária sem saída.
Como lágrima desprezada.

Uma e outra vez
Sempre o mesmo pensar
O tempo me tráz surdez,
passa por mim...a correr
Exala avareza, sinto-o passar.
Indefesa, como posso compreender?
Desunindo-me do Mundo
Com afiado gume
deixando-me golpe profundo.

Já os tempos me castigam
Já as manhãs não me abrem as portas
Já os ventos me fustigam
Calafrios nas horas mortas.
O silêncio?
Espreguiça-se nos meus ouvidos
E as palavras vão nascendo
Vão-me fugindo os sentidos
Como estrelas vão morrendo!

Tudo como relâmpago fugiu
Tudo como labareda se apagou
O sonho, onde está? Alguém o viu?
Também ele p'los meus versos passou.

rosafogo
natalia nuno
imagem do blog-imagens para decoupage.

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