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sexta-feira, 8 de abril de 2011

BATE LEVEMENTE



Hoje é demasiado brando o vento
Do sol um resto de suavidade
Se arrastam nuvens sem alento
E em mim se arrasta a saudade.
No ocaso o Sol inflama
Com seus raios tranquilos de sono
Já se apaga em mim a chama
Na vida consumida
Me abandono.

Vou enchendo folhas
Com a mão nervosa
Evito olhar quando me olhas
Como se eu ainda fosse uma rosa.

Multiplicam-se no pensamento
Mil e uma ideias
A olhar as macieiras me sento
De primavera tão cheias!
E eu num Outono sem alento.
Os anos me marcaram a Vida
Também a infância e os livros
E tudo quanto amei, estremecida
Todos continuam para mim vivos.

Ouço o voo dos pássaros, incessante
Isolada me deixo na natureza
Meu espírito vazio por instante
E meu pensamento sem nenhuma certeza.

Seria bom dormir
P'lo vento embalada
Deixar-me ir...
Mas brando ele está hoje!
Nem mexe a ramada
Nem uma aragem
Levou minha imagem
E já a vida me foge.

Vai o Sol a desaparecer,
Saio do meu torpor
Só para te ver,
Mais uma vez meu AMOR.

natalia nuno
rosafogo
imagem do blog-imagens para decoupage

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