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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUASE NADA



O Sol é um velho amigo
Que acorda antes de nós
As horas que tenho vivido
E o que tenho sentido?
E como do sino a voz.
Repetidamente soando
Trazendo imagens à memória
Imagens da minha existência,
Da minha história
Do tomar de consciência.

Sem ter passado um segundo
Eu volto lá atrás ao passado
Ao calor desse meu mundo
Sentimento instantaneamente atravessado.
E o que vejo, fica longe, á distância!
E a mente traz-me as imagens recordadas
Entre o passado e o presente?
A infância...
E as primeiras pedras pisadas.
Ouço o toque das avé-marias
E entristecida, lembro vagamente
Aprisionada numa realidade presente?!
A saudade, desses sons dos meus dias.

E a minha sombra de menina
No meu pensamento, ressuscita
E tudo nasce duma realidade passada
E dessa menina ladina?
Nem ela acredita!
Pois o que resta é quase nada.

natalia nuno
rosafogo

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