quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

SENTIR O PERFUME

SENTIR O PERFUME

Quero ser livre, como rio
Sentir o ar do campo nos cabelos
Colher flores, sentir o frio
Ter oito anos...quem dera tê-los!
Nasci num pequeno lugar
Para mim o mais belo do Mundo
Tenho o passado no olhar
Neste recolhimento profundo.

As laranjeiras me viram nascer
Hoje minha alma transborda saudade
Fico presa ao doce gorgeio do amanhecer
Minha infância tempo de simplicidade.

Era fresca e alegre como dia de Maio
Corria o campo era flor na campina
Agua da nascente, do sol era um raio
Alvorecer da vida era flor menina.

Amei, um amor tão candido e inocente
Que é hoje recordação
Nas horas longas entrego meu coração
E rio e choro simultaneamente.
Nesta noite fria e tempestuosa
O vento zune pelas frestas das janelas
Enquanto minha imaginação caprichosa
Me traz recordações e eu me agarro a  elas.

natalia nuno
rosafogo

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