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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O POEMA NÃO SABE

O meu poema não sabe nada de mim
Sabe dos regatos a serpentear
Sabe do tempo que passa... enfim!
É feito do meu entender
Do meu pungente sofrer
Do meu recordar...

É ele o meu anseio
O tempo que passa
O meu receio
A saudade que me abraça.



O meu poema, não sabe o que sinto
Se falo verdade ou minto
Feito da saudade que me persegue
Amacia o tempo pra que me entregue.
O meu poema assim me tráz embalada
Nesta noite de bréu
Desesperada, aguardo a madrugada
As horas caindo, feitiço este meu!?
Poema que a vida
Leva pra longe de mim
Como um paixão esquecida
Mas duma saudade sem fim.

rosafogo
natalia nuno

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