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sexta-feira, 6 de julho de 2012

UM INSTANTE OU UMA ETERNIDADE



Invade-me um nó de inquietude
Dias silenciosos sem piedade
Solidão que já me aturde
A palavra pesa e logo a saudade.
E a vida é uma solitária esquina
Uma viagem peregrina,
Uma torrente de chamas bruxeleantes
Onde a memória obscura
É fogueira mortiça.

Nada será como dantes
Sou como borboleta pisada
de asa amarrotada.
Desventura!
Só a lembrança me atiça,
Me prende
Nas manhãs radiosas, ou
nas tardes agonizantes.
Regresso então ao meu lugar
em bico de pés, em passos de
bailarina
Para o sonho não acordar.

Levo a mão ao coração
E o pensamento no ar
E sou de novo menina
E é então...!
Que surge a lua prateada
Banhando-me de raios ametistas
Ah! Como me sinto amada, abençoada!
E a vida me segreda...Não desistas!

natalia nuno
rosafogo
imagem da net




2 comentários:

PÈTALA disse...

Olá Natália

Nem tudo que é pisado é sem valor
E deslumbram em nobres palacetes
Deliciam os olhos com seu resplendor
De lindas cores se fazem esses, tapetes!

A borboleta amarrota as asas
Mas não é por isso que morre
Sé precisa do beiral das casas
Para fazer sua metamorfose!

Mãos que foram sol em noite escura
Que calaram dores dentro do peito
Mastigando silêncios de amargura
Despem agora luas cheias, por direito!

Não! Mil vezes não! Á solidão!
Elos e correntes serão vencidos!
Não se pode servir a escravidão!
Nem os trilhos por ela, decididos!

Todos os dias se renovam flores
Como estrelas brilham ao luar
Estão sempre a brotar amores
Que nesse coração, irão pousar!

Beijo

Pétala

Bi eL disse...

Olá, Natália.

Sempre te leio com um imenso prazer e me leio nas tuas palavras.

És uma mulher de convicções fortes e este teu blogue bem o demonstra. Os meus parabéns e a minha admiração.

Muito obrigada pelo apoio que sempre me tens dado, pela visita que fizeste ao meu blogue e pelas palavras que me deixaste.

Beijinho e bom fim de semana :)

B. Luz