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terça-feira, 3 de julho de 2012

A VIDA MUDA DE MÃO


Pousa a manhã nos olhos
da minha esperança
Deixei que a lua adormecesse.
Fiquei por lá na emoção
de ser criança.
Tacteei,
tive medo que me esquecesse
mas não...óh não!
Lá estava o mesmo céu,
o mesmo pássaro no ninho
os meus amigos, tudo o que é meu!
O meu carreiro, o meu caminho.
Trouxe tudo neste poema que compus
E até uma lágrima que escorreu.

Mesmo doendo nos olhos esta luz
Até ao fim, vou!
O sonho ainda agora
começou.

E a manhã vai ficando desembrulhada
Banho-me no frescor da memória
Enquanto a névoa se esvai...
Faço do sonho morada
E já a tarde cai...

Chega a noite que se desdobra
A vida muda de mão
Já a morte me cobra
Pedindo minha atenção.
Agita-se o coração, fazendo rumor
E meus versos se ficam por aqui,
no silêncio me debati
A vida escasseia já sem fulgor.

Já a morte ronda por aí!

rosafogo
natalia nuno
imagem da net





1 comentário:

PÈTALA disse...

Olá Natália

A lua deixou-se adormecer
Ao denotar algum cansaço
Mas é vida, e bem-querer
Todos os dias dá seu abraço

Ela, tudo sabe e acompanha
Por mais que se queira ocultar
É cúmplice do que era, artimanha
Para se poder amar, ao doce luar…

Também conhece as dores
Em horas tristes, de escuridão
Onde brilhavam amores
Mora o vazio, da solidão!

Nada se lhe pode esconder
Daquilo que a vida devora
Tudo abarca e consegue ver
Das feridas que a alma chora!

Da nudez que deixa espelhar a dor
Que tudo vai arrastando pelo chão
Mas quem da vida fez e deu amor
Terá sempre quem lhe segure a mão!

Beijo

Pétala