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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

VOZ SEM ECO




Este viver ao acaso
Será que estou nascendo
ou morrendo?

Como a chuva que cai,
que morre batendo!
Enquanto a vida me quebra em pedaços,
eu pássaro sem asa me abrigo
em seus braços.

Será que vivo o que não entendo
Ou entendo o que não vivo?
O tempo me está removendo
Haverá caminho alternativo?
Lavo lágrima a lágrima
o rosto, como gota de chuva que cai
calada de emoção,
sem um ai.

Condenada de antemão.
A este viver ao acaso.

Gasta-se o tempo e me gasto!
Não deixa pégada ou rasto
Da vida me afasto.
Sonhos vivem em mim,
mas seca da vida me refugio
na criança, fantasio
a vida e seus caprichos,
e vivo também de esperança.

E é desta maneira estranha
Que a vida vai tomando seu curso
E a morte vai crescendo, duma
dureza tamanha.
Assim se acaba o percurso.
Por agora escolho viver
Como esta chuva que cai no espaço,
que na minha janela vem morrer,
como meus olhos de cansaço.

rosafogo
natalia nuno
imagem retirada do blog imagens para decoupage

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