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quinta-feira, 7 de julho de 2011

LEVE ARAGEM



Olho as ondas do centeio
Sinto-me cavalo selvagem
Sinto o aroma húmido da terra
O abrasado do sol pelo meio.
À tarde uma leve aragem.
A maciez e frescura,
no meu corpo ardente,
o renascer dum velho desejo
Vem ao meu coração carente.

A felicidade atravessa a minha pele
E me reconcilio com a vida
Mas esta minha inquietação
é fel...
Lá se vai a vida colorida,
o sonho, a juventude, a ilusão.

Da terra sinto a mansidão
Os pensamentos vão-se desenrolando
E me julgo jovem para sempre!
Vou ao encontro do meio dia
Há flores abertas no meu coração
Cheias de seiva e ternura
A luz do sol me acaricia
Até que surja a luz austera
da noite escura.

Pouso os olhos no azul do céu
Já voa o último pássaro na tarde
Fecho os olhos, volto ao mundo que é meu,
Esvoaçando fresca na saudade.

rosafogo
natalia nuno
imagem do blog-imagens para decoupage

1 comentário:

manuel marques disse...

"Um murmúrio desfeito na aragem"Gostei.

Beijo.