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sábado, 9 de outubro de 2010

PERDIDA













PERDIDA

Quando a aurora vier
E por aqui não me encontrar
Digam-lhe que vou partir
P'ra me esquecer!
Que não irei voltar.

Esperança pelo chão espalharei
Na esperança de não me perder
E só eu sei, o que passei,
Vendo os anos a correr.
Levarei saudade pela mão
Enquanto no peito,
bater o coração.
Levo também algum desgosto
Avivado nesta hora
Nas rugas deste meu rosto
Vou andando, vou-me embora.

Levo também um gemido
Que chorei algum tempo atrás
Reguei meu rosto sentido
Quero esquecer e não sou capaz.

Cansei de palmilhar caminho
De tanto sol e vento nele havido
De tantos dias ter cumprido
Cansado meu coração é velho moinho.

Colhi rosas, cardos e também espinhos
E hoje ao relembrar sinto saudade
Cansada de palmihar caminhos?!
Ainda assim, grangeei a liberdade.
Meus passos me atraiçoam já
Me estorvam de regressar e partir
Quando a aurora vier por cá?!
Digam-lhe que fui...
para sempre dormir.



rosabrava
natalia nuno








2 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida
Como sempre um lindo poema, sentido do fundo da alma.

Beijinhos com carinho
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

Obrigada amiga, pela visita e pelo carinho.
Beijinho