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domingo, 3 de outubro de 2010

AUSENCIA FORÇADA

















AUSENCIA FORÇADA

Range na porta a fechadura
E eu lembro-te com os olhos da mente
Lembro o som do ranger na  hora dura
Da despedida entre a gente.
E me deixas sem palavras e sem norte
Atrás da porta esperando
Que os dias passem e com sorte
A gente  se encontre  e vá esta dor calando.

A saudade dá frio e eu invento milagre
Escrevo-te palavras para o tempo entreter
Já não basta uma visita para matar saudade
E esta escrita só me faz doer.

Numa rajada de sabor
Chegas tu e se faz amor.
As lágrimas me chegam p'la memória
E quantas chegadas e partidas
Houve na nossa história?
Quantos dias contados, quantas portas batidas.
Meu coração a bater, fervendo de vida
Minha memória ainda está ressentida
E neste caudal de lamentos
Morro  por fim no sítio onde te espero
Com os sentidos magoados pelos momentos
Que ainda recordo com  desespero.

Foi uma violência a vida
Mas a semente germinou ainda assim
E com tanta despedida
Nosso amor não teve fim.

Alguém ficou de lágrimas  e alegria coagolada
Sentindo o tempo a passar determinado
Desisto da aventura  por estar cansada?!
Agora que caminho a teu lado?

rosafogo
natalia nuno

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