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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

POBRE POETA!













POBRE POETA!

O passado se afasta de mim rápidamente
Já pouco dele sei, tão pouco se vê!
Sei que faz parte de mim,estou consciente
Nas rugas do meu rosto onde se lê.
Pobre Poeta olhando o azul do céu
Pobre que redobra a dor e sonha
Pobre como mendigo, nada tem de seu
Até seu poema morre de vergonha.

Sendo Poeta posso até às pedras dar vida
Trazer o cinzento a um dia de sol
Fazer do passado uma teia bem urdida
E ser se quiser no campo um girassol.
A Vida é um labirinto
Ainda assim faço narrativa
Daquilo que sinto.

Sinto a àgua a correr no açude
Sinto a sombra fresca do salgueiro
Sinto o tempo a passar, já não me ilude
Este tempo que foi festa, hoje trapaceiro.
Sinto saudade da idade de prata
Sinto as dores que em mim se abrigam
Sinto a saudade que às vezes me maltrata
Meu livro da vida, onde os sonhos ainda brigam.

Visito a imagem que vejo ao espelho
Cai uma lágrima molhada, é já tarde
Passou o tempo fiquei eu e o espelho velho
Feitos noite, já do dia com saudade.

natalia nuno
rosafogo

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