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domingo, 31 de outubro de 2010

AO TOQUE DOS SINOS














AO TOQUE DOS SINOS
Numa vida onde nada se passa
Olho o papel com os olhos do coração
Tudo o que p'lo pensamento perpassa
Deixo escrito, mas nem todos me saberão.
As semanas se somam incessantemente
E eu marco passo
Na memória agasalho a esperança repetidamente
Retendo tudo o que faço e não faço.

Todos os instantes
De encantos e desencantos
Apago meus sustos, deixo-os distantes!
Obrigo o destino a torcer
Às vezes me olho de soslaio
Lembro que parar é morrer
E nesse marasmo não caio.

Me surpreendo e me recuso
Fico com a nostalgia a rondar-me a alma
Exorcizo fantasmas, das forças abuso
Calo a tristeza e me fico, calma.

Calo a saudade que me invade
Me deixa cansada e de voz rouca
Pego na caneta com mão suave
Desdobro detalhes, que são coisa pouca.
Inspiro-me nas badaladas do sino
E torço, torço o destino.

2 comentários:

Sonhadora disse...

Minha querida

Apenas nas nossas palavras escrevemos o que nos vai na alma.
A poesia deixa-nos menos sós, adorei como sempre.

Beijinhos
Sonhadora

Natalia Nuno disse...

Sempre carinhosa, grata pela presença amiga.

beijinhos
da natalia